"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca".
Clarice Lispector
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz Novo Ciclo!

É, um novo ano se aproxima, e junto com ele aquelas promessas de renovações, aqueles planos...
Pra mim nada muda, o dia apenas adormece em 31/12 e amanhece em 01/01, e me pergunto: pra quê os planos de um novo ano quando se deve planejar o ano inteiro?
O ano novo pra mim e, creio que pra qualquer um, é novo exatamente no dia do nosso aniversário. É neste dia que um ciclo se fecha pra você, que uma nova etapa começa, que muitos sinais anunciam renovação, sejam eles fisicos ou psicológicos. Aprendi isso com uma amiga, que assim como eu não preza muito esta história de reveillon. Aliás, há muito este dia deixou de ter sentido, pelos motivos expostos acima.
Se é pra fazer uma avaliação, avalie sua vida por inteiro. Avalie todos os dias que você viveu. Avalie as pessoas que passaram pela sua vida; as que ficaram e o porquê de algumas terem partido. Avalie seus projetos, que não merecem esperar pelo próximo ano. Por que não começá-los agora?? Avalie a forma como tem tratado aqueles a seu redor, aqueles à margem de você e da sociedade. Avalie a forma como os outros lhe têm tratado.
Veja o quanto você cresceu espiritualmente, financeiramente (porque também é importante), profissionalmente.
Veja o quanto deixou que algo acontecesse porque resolveu esperar o próximo ano.
Veja os novos amigos que conquistou. Valem apena fazerem parte da sua vida??
Não lamente os amores que ficaram pra trás. Deus lhes deu o tempo que achou necessário para estarem juntos.
Não lamente as perdas por morte. Deus conforta a quem vai e a quem fica, e o mais bonito nessa transição é a conciência de ter sido a boa pessoa pra quem se foi. Uma boa amiga, um bom filho, uma boa neta, um bom marido...enfim. Você foi? Se a resposta for sim, dever cumprido!
Não lamente as decepções que teve, foram lições veladas que, a quem é sábio, soube ver nelas as lições que Deus tanto nos quer mostrar.

Agradeça!
A beleza de viver, de andar, de enxergar, de sorrir, de amar, de ter saúde, de ter família, de ter amigos, de ser amigo, de ter fé, de acreditar em Deus.
E se você acreditar na idéia do ano novo, fatiado, que nele prevaleçam suas prioridades, desejos e até as utopias, por nos fazerem continuar com os sonhos.
No mais, como diria o poeta: "E algum trocado pra dar garantia. E algum veneno antimonotonia"
Feliz Novo Ciclo!
Claudiana Soares
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Eles querem o 13º
Foi-se o tempo em que nosso vizinho atravessava a rua, violão debaixo do braço, sorriso no rosto e se juntava a, pelo menos, mais cinco cadeiras dispostas na calçada de casa para passar a noite em seresta, entre amigos e etílicos. na calçada da direita um enorme garrafão era desenhado e, entre tapas nas costas e nos postes, os menores brincavam. E a noite se seguia entre papos e músicas (por sinal muito boas e conteudistas) até altas da madruga.
Hoje, trancamos nossas crianças na frente de play stations e alienamos seu mundo. Nosso vizinho precisa dispor de um controle para abrir o portão ultra elétrico e eletrônico da sua casa para que entremos e possamos "serestar", bater papo, enfim...
A modernidade trouxe comodismo e insegurança. A febre consumista faz com que trabalhemos mais para poder termos mais e "melhor". Passamos menos tempo com nossas famílias e chegamos ao cúmulo de dizer coisas do tipo: "olha amigos (de trabalho) nós temos de nos dar bem porque passamos mais tempo de nossas vidas no trabalho que em casa. Meu Deus, aonde vamos parar?! Se é que vamos parar.
Outro grande problema é que não somos apenas nós, trabalhadores, que desejamos consumir, consumir, consumir. Quem não trabalha, e não faz a menor questão de, também. Esses vagabundos de plantão também querem o 13º salário deles e, por conta disso, saimos de casa todos os dias, com os nervos a flor da pele e com a bolsa, carteira, vazias, porque corremos o risco de sermos interceptados por uma criatura à toa que quer se apoderar de tudo aquilo que, a duras penas, conseguimos. Aquilo que, depois de um mês inteiro (e as vezes anos) de trabalho, aturando "encheção de saco" de chefe, desleixo de funcionário ou fazendo aquilo de que não gostamos, pudemos conseguir.
Adeus bolsa, eu nem gostava desse modelo mesmo!
Adeus identidade, tava precisando trocar porque aquela foto de 1910 não dava mais.
Adeus cartões de crédito, já tava na hora de parar de gastar um pouco.
Adeus bicicleta, caminhar faz bem...
Balela! Isso tudo é pra disfarçar indignação e impotência diante de fatos tão absurdos; diante de uma criatura maldita que impunha uma arma e te ameaça a vida. Que vida, meu Deus??? Somos prisioneiros dentro de nossos próprios lares, bares e pares.
Vale um parêntese pra dizer que, junto com a modernidade consumista, temos a modernidade criminal e as coisas que viram moda nesses bandos. Pra estudar a cabeça não serve, mas pra ter a mente perversa...ô gentezinha criativa.
Foi-se o tempo em que eles queriam apenas nossos carros, motos, bicicletas. A moda agora é outra: você está lá curtindo aquele sonho com o Brad Pitt ou Angelina Jolie e eis que um indivíduo te acorda, te faz refém e começa o rapa e te diz, com a mior cara de pau do sistema solar: "não te preocupa, nós vamos levar TUDO mesmo". E lá se vão roupas, sapatos, bolsas, jóias e até porta-retratos. É gente, parece brincadeira, mas é sério. Só eu, Claudiana Soares, conheço 4 (eu disse quatro) pessoas que passaram por esse tipo de situação. Agora pensem nas estatísticas...
Bem feito pra gente, nos modernizamos e nos escravizamos.
Adeus noites de pique esconde, garrafão, elástico, bandeirinha, seresta, taco etc.
Bem vindos aos mundo cão.
E, olha, cuidado, eles estão á solta e loucos pelo décimo terceiro salário!
Hoje, trancamos nossas crianças na frente de play stations e alienamos seu mundo. Nosso vizinho precisa dispor de um controle para abrir o portão ultra elétrico e eletrônico da sua casa para que entremos e possamos "serestar", bater papo, enfim...
A modernidade trouxe comodismo e insegurança. A febre consumista faz com que trabalhemos mais para poder termos mais e "melhor". Passamos menos tempo com nossas famílias e chegamos ao cúmulo de dizer coisas do tipo: "olha amigos (de trabalho) nós temos de nos dar bem porque passamos mais tempo de nossas vidas no trabalho que em casa. Meu Deus, aonde vamos parar?! Se é que vamos parar.
Outro grande problema é que não somos apenas nós, trabalhadores, que desejamos consumir, consumir, consumir. Quem não trabalha, e não faz a menor questão de, também. Esses vagabundos de plantão também querem o 13º salário deles e, por conta disso, saimos de casa todos os dias, com os nervos a flor da pele e com a bolsa, carteira, vazias, porque corremos o risco de sermos interceptados por uma criatura à toa que quer se apoderar de tudo aquilo que, a duras penas, conseguimos. Aquilo que, depois de um mês inteiro (e as vezes anos) de trabalho, aturando "encheção de saco" de chefe, desleixo de funcionário ou fazendo aquilo de que não gostamos, pudemos conseguir.
Adeus bolsa, eu nem gostava desse modelo mesmo!
Adeus identidade, tava precisando trocar porque aquela foto de 1910 não dava mais.
Adeus cartões de crédito, já tava na hora de parar de gastar um pouco.
Adeus bicicleta, caminhar faz bem...
Balela! Isso tudo é pra disfarçar indignação e impotência diante de fatos tão absurdos; diante de uma criatura maldita que impunha uma arma e te ameaça a vida. Que vida, meu Deus??? Somos prisioneiros dentro de nossos próprios lares, bares e pares.
Vale um parêntese pra dizer que, junto com a modernidade consumista, temos a modernidade criminal e as coisas que viram moda nesses bandos. Pra estudar a cabeça não serve, mas pra ter a mente perversa...ô gentezinha criativa.
Foi-se o tempo em que eles queriam apenas nossos carros, motos, bicicletas. A moda agora é outra: você está lá curtindo aquele sonho com o Brad Pitt ou Angelina Jolie e eis que um indivíduo te acorda, te faz refém e começa o rapa e te diz, com a mior cara de pau do sistema solar: "não te preocupa, nós vamos levar TUDO mesmo". E lá se vão roupas, sapatos, bolsas, jóias e até porta-retratos. É gente, parece brincadeira, mas é sério. Só eu, Claudiana Soares, conheço 4 (eu disse quatro) pessoas que passaram por esse tipo de situação. Agora pensem nas estatísticas...
Bem feito pra gente, nos modernizamos e nos escravizamos.
Adeus noites de pique esconde, garrafão, elástico, bandeirinha, seresta, taco etc.
Bem vindos aos mundo cão.
E, olha, cuidado, eles estão á solta e loucos pelo décimo terceiro salário!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Homenagem aos fatos políticos brasileiros.
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará!
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba! E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!
Sobre crenças
Uma vez lí um texto maravilhoso da minha amiga Flávia Escarlate sobre crenças. A geninha colocou no papel a essência do crer. E você? Em quem ou quê acredita???
É estranho, mas se tem uma pessoa que custa a acreditar em mim, essa pessoa sou eu. Ainda assim e apesar disso, eu sou feliz! Mais incrivel ainda é perceber que, quando não acredito, as coisas dão certo. Ok, sem rodeios, tudo isso é pra contar um "causo". Vamos ao que interessa...
Já faz uns aninhos que meus quilinhos insistem em aumentar e, por conta disso, também aumentaram o número de celulítes e do manequim, o resultado é: vergonha. Maldita estética!
Daí outro dia eis que passeia sobre minhas retinas e de mais duas amigas uma figura conhecida e desejada, de quase 1,90m de altura, vozeirão, "homão". Suspiro geral. Comentários
- "Mana, isso deve destruir uma mulher!"
- "Tu imaginas isso do teu lado? No outro dia era cadeira de rodas, minha filha"
- "kkkkkkkkkkkkkkkk!!!"
- "Esquece! Sem chance! Já viram a namorada do infeliz? Linda de morrer! Nem por desprezo ele olha pra gente!"
- "E essa cara de boçal? Ai, meu Deus!"
...
O que se seguiu foram suspiros e imaginações veladas.
Tudo certo.
Eis que resolvo debloquear meu orkut para visitas do perfil, e o que percebo é que o gigante vive a fuçar minha página pessoal. Mas, com que propósito, meu Deus?! Não poderia eu me atrever a achar que tava com interesse. Imagina. Ainda mais deposi daquele diálogo lá em cima. Seria muita pretensão. Afinal, eu não acreditaria que uma pessoa dessas, muito bem servida (ou não) estaria desejando meu corpinho de uxi.
Pois bem, as visitas se seguiram semanas após semanas, junto com elas, aquele sempre pulguinha atrás da orelha: o que isso quer fuçando minha vida? Nem famosa eu sou. Hummhumm. Sem a menor pista resolvi observar seu comportamento e, eis que um dia comentou sobre as visitas.
- "Tava olhando o teu orkut. Tu é de onda, né?"
- "Onda? Como assim?" (queixo no chão)
- "Éééé, vive em festas e tal"
- "Claro! Não tenho um pinto pra dar água nem namorado pra dar satisfação. Não posso ficar sentada no trono de um apartamento com a boca escancarada de dentes esperando a morte chegar"
- "É, ta certo"
Gente, que é isso? Fiquei verde amarelo anil cor de rosa e carvão!
Mas, claro, não quis acreditar.
E o tempo passou...
No dia 08 passado, feriado, cara de domingo, tédio no ar, resolvo twittar e entrar no msn pra papear. Logo na entrada me apareceu uma janela estranha com um nome mais ainda pedindo pra ser adicionado, corri a vista pela janela e...lá estava ele, o enderço de email do dito gigante.
Rapá, aceitei na hora.
Ele, on line, iniciou uma conversa "despretensiosa". Aquele tradicional "Oi, tudo bem?".
Responder foi o estopim.
Claro, jamais ousaria colocar a conversa aqui. O que posso dizer é que, até agora, não tô acreditando e, pior que isso, um espírito covarde insiste em me persegui desde este dia.
Eu deveria acreditar mais em mim, meu povo, porque essa foi "enédita". É o tipo de situação a qual só cabe uma frase: JAMAIS PENSEI!
Claudiana Soares
É estranho, mas se tem uma pessoa que custa a acreditar em mim, essa pessoa sou eu. Ainda assim e apesar disso, eu sou feliz! Mais incrivel ainda é perceber que, quando não acredito, as coisas dão certo. Ok, sem rodeios, tudo isso é pra contar um "causo". Vamos ao que interessa...
Já faz uns aninhos que meus quilinhos insistem em aumentar e, por conta disso, também aumentaram o número de celulítes e do manequim, o resultado é: vergonha. Maldita estética!
Daí outro dia eis que passeia sobre minhas retinas e de mais duas amigas uma figura conhecida e desejada, de quase 1,90m de altura, vozeirão, "homão". Suspiro geral. Comentários
- "Mana, isso deve destruir uma mulher!"
- "Tu imaginas isso do teu lado? No outro dia era cadeira de rodas, minha filha"
- "kkkkkkkkkkkkkkkk!!!"
- "Esquece! Sem chance! Já viram a namorada do infeliz? Linda de morrer! Nem por desprezo ele olha pra gente!"
- "E essa cara de boçal? Ai, meu Deus!"
...
O que se seguiu foram suspiros e imaginações veladas.
Tudo certo.
Eis que resolvo debloquear meu orkut para visitas do perfil, e o que percebo é que o gigante vive a fuçar minha página pessoal. Mas, com que propósito, meu Deus?! Não poderia eu me atrever a achar que tava com interesse. Imagina. Ainda mais deposi daquele diálogo lá em cima. Seria muita pretensão. Afinal, eu não acreditaria que uma pessoa dessas, muito bem servida (ou não) estaria desejando meu corpinho de uxi.
Pois bem, as visitas se seguiram semanas após semanas, junto com elas, aquele sempre pulguinha atrás da orelha: o que isso quer fuçando minha vida? Nem famosa eu sou. Hummhumm. Sem a menor pista resolvi observar seu comportamento e, eis que um dia comentou sobre as visitas.
- "Tava olhando o teu orkut. Tu é de onda, né?"
- "Onda? Como assim?" (queixo no chão)
- "Éééé, vive em festas e tal"
- "Claro! Não tenho um pinto pra dar água nem namorado pra dar satisfação. Não posso ficar sentada no trono de um apartamento com a boca escancarada de dentes esperando a morte chegar"
- "É, ta certo"
Gente, que é isso? Fiquei verde amarelo anil cor de rosa e carvão!
Mas, claro, não quis acreditar.
E o tempo passou...
No dia 08 passado, feriado, cara de domingo, tédio no ar, resolvo twittar e entrar no msn pra papear. Logo na entrada me apareceu uma janela estranha com um nome mais ainda pedindo pra ser adicionado, corri a vista pela janela e...lá estava ele, o enderço de email do dito gigante.
Rapá, aceitei na hora.
Ele, on line, iniciou uma conversa "despretensiosa". Aquele tradicional "Oi, tudo bem?".
Responder foi o estopim.
Claro, jamais ousaria colocar a conversa aqui. O que posso dizer é que, até agora, não tô acreditando e, pior que isso, um espírito covarde insiste em me persegui desde este dia.
Eu deveria acreditar mais em mim, meu povo, porque essa foi "enédita". É o tipo de situação a qual só cabe uma frase: JAMAIS PENSEI!
Claudiana Soares
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Avessos_sós_versos_ave!
Hoje a fonte vai marrom, como meu dia começou, atropelado pelos amores da minha vida que desde as primeiras horas deste dia não me deram motivos pra comemorar. Talvez sejam coisas da vida e seus atropelos mas, incrivelmente isso me ocorre há pelo menos 3 anos. Fico me perguntando se é por conta de algum ciclo que está se fechando, alguma mensagem que Papai do Céu está me passando. Não sei.
Algumas pessoas me parabenizaram e o dia ainda estána metade. mas está miúdo, pequenininho, acuado...
Vamos esperar, vamos viver. Deus sabe o que fazer de mim, da minha vida. Entrego a Ele o meu dia. Que assim seja.
Amém.
Clau Soares
Algumas pessoas me parabenizaram e o dia ainda estána metade. mas está miúdo, pequenininho, acuado...
Vamos esperar, vamos viver. Deus sabe o que fazer de mim, da minha vida. Entrego a Ele o meu dia. Que assim seja.
Amém.
Clau Soares
domingo, 15 de novembro de 2009
O inacabado que há em mim
Eu me experimento inacabado. Da obra o rascunho. Do gesto o que não termina.
Sou como o rio em processo do vir a ser. A confluência de outras águas eo encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dro que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-nme para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais de que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na confluência de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida.
A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou solidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
Pe. Fábio de Melo
Sou como o rio em processo do vir a ser. A confluência de outras águas eo encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dro que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-nme para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais de que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na confluência de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida.
A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou solidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
Pe. Fábio de Melo
domingo, 8 de novembro de 2009
Aniversariar.
Por mais que eu tente ignorá-lo, ele chegou, novembro, mês do meu 31º aniversário. Aí vem aquela eterna e longa história de fazer um balanço...
Bom, pra começra é muito tempo, né gente? Imaginem 31 anos passados em sua vida??? E quando se morre ainda dizem: "morreu tão nova". Imagina! Não por mim. Quem me conhece sabe que não pretendo morrer velha; sabem que tenho total aversão a dor e sei das "oses" (artroses, osteoporoses...), enfim... além do mais eu não terei herdeiros a deixar: nem marido, nem filhos então, pra que envelhecer??? Deixe estar que quem me conhece também sabe do meu sempre estado de felicidade. Se morresse hoje eu morreria feliz! E isso é tão real que já comecei a formular meu "testamento". hehehe, minhas amigas que o digam! Meus poucos pertences já estão todos destinados, inclusive os livros, meus bens peciosíssimos!
É isso ai... como eu achei que ia ser... eu cumpri até hoje o curso normal das coisas: nasci em uma família pouquíssimo abastada e isso foi essencial como o que é invisível aos olhos; cursei letras e multipliquei minha paixão por elas; tive os namorados que quis, pelo tempo que quis e do jeito que quis; emancebei e separei na hora exata! Nada de arrependimentos; cultivei os melhores amigos, e os piores também, eles também são fundamentais; sou a tia mais coruja do sistema solar graças a Monise (meu anjo) e Stefany (minha Sophia); conheci o Rio de Janeiro, que era sonho inatingível de infância e me apixonei perdidamente; rio todos os dias da vida ou de mim mesma; evolui quinhentos anos em 31; dancei sob a chuva; tomei sangue de boi ao som de violão na beira do rio; amanheci tomando caipirinha em cuia de tacacá em plena praça da República (tá vendo, se nada der certo já posso virar hippie por experiência); joquei cemitério em rua de lazer na Humaitá; dei a primeira vez pra quem quis, pra quem escolhi, aliás todos que apontei e quis eu tive (desculpa ai); malhei inutilmente e desisti de tentar emagrecer; sai de casa; curti junhos de pavulagem; tomei água de coco olhando o rio em icoaraci; paguei uma fortuna pra andar de boia no Beach Park (morro de medo de altura!); Andei de jangada, de canoa, de barco, de bugre, de ônibus, de avião e nas nuvens; revi velhos conhecidos; morri de saudade e de preguiça; gritei músicas favoritas sob olhares estarrecidos no trânsito de Belém; Assisti ao sol se por em todas as cores do trapiche do Mormaço, das dunas de Salinas, da Baía do Sol, do Conde, das pedras do Arpoador, em espetáculos inesquecíveis; chorei de rir e de raiva; nunca deixei pra depois, sou do agora ou do nunca; vivo entre extremos irreversíveis; assistir a meus shows e filmes favoritos; sempre revejo meus conceitos; sempre revejo meus amigos...
São tantas coisas que me completam, que me fazem estar nesse estado de felicidade constante que se eu colocasse mais coisas aqui aumentaria o número de invejosos, se tiverem o despropósito de ter acesso a esta página.
O que posso dizer, enfim, é que há 31 anos eu sou a cada dia, mais e mais feliz!
"Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo"
Beijos e queijos
Clau Soares
Bom, pra começra é muito tempo, né gente? Imaginem 31 anos passados em sua vida??? E quando se morre ainda dizem: "morreu tão nova". Imagina! Não por mim. Quem me conhece sabe que não pretendo morrer velha; sabem que tenho total aversão a dor e sei das "oses" (artroses, osteoporoses...), enfim... além do mais eu não terei herdeiros a deixar: nem marido, nem filhos então, pra que envelhecer??? Deixe estar que quem me conhece também sabe do meu sempre estado de felicidade. Se morresse hoje eu morreria feliz! E isso é tão real que já comecei a formular meu "testamento". hehehe, minhas amigas que o digam! Meus poucos pertences já estão todos destinados, inclusive os livros, meus bens peciosíssimos!
É isso ai... como eu achei que ia ser... eu cumpri até hoje o curso normal das coisas: nasci em uma família pouquíssimo abastada e isso foi essencial como o que é invisível aos olhos; cursei letras e multipliquei minha paixão por elas; tive os namorados que quis, pelo tempo que quis e do jeito que quis; emancebei e separei na hora exata! Nada de arrependimentos; cultivei os melhores amigos, e os piores também, eles também são fundamentais; sou a tia mais coruja do sistema solar graças a Monise (meu anjo) e Stefany (minha Sophia); conheci o Rio de Janeiro, que era sonho inatingível de infância e me apixonei perdidamente; rio todos os dias da vida ou de mim mesma; evolui quinhentos anos em 31; dancei sob a chuva; tomei sangue de boi ao som de violão na beira do rio; amanheci tomando caipirinha em cuia de tacacá em plena praça da República (tá vendo, se nada der certo já posso virar hippie por experiência); joquei cemitério em rua de lazer na Humaitá; dei a primeira vez pra quem quis, pra quem escolhi, aliás todos que apontei e quis eu tive (desculpa ai); malhei inutilmente e desisti de tentar emagrecer; sai de casa; curti junhos de pavulagem; tomei água de coco olhando o rio em icoaraci; paguei uma fortuna pra andar de boia no Beach Park (morro de medo de altura!); Andei de jangada, de canoa, de barco, de bugre, de ônibus, de avião e nas nuvens; revi velhos conhecidos; morri de saudade e de preguiça; gritei músicas favoritas sob olhares estarrecidos no trânsito de Belém; Assisti ao sol se por em todas as cores do trapiche do Mormaço, das dunas de Salinas, da Baía do Sol, do Conde, das pedras do Arpoador, em espetáculos inesquecíveis; chorei de rir e de raiva; nunca deixei pra depois, sou do agora ou do nunca; vivo entre extremos irreversíveis; assistir a meus shows e filmes favoritos; sempre revejo meus conceitos; sempre revejo meus amigos...
São tantas coisas que me completam, que me fazem estar nesse estado de felicidade constante que se eu colocasse mais coisas aqui aumentaria o número de invejosos, se tiverem o despropósito de ter acesso a esta página.
O que posso dizer, enfim, é que há 31 anos eu sou a cada dia, mais e mais feliz!
"Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo"
Beijos e queijos
Clau Soares
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
É tempo de ser feliz!
Hoje é tempo de ser feliz!
Sempre é tempo de lançar sementes...A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe... Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso quando nos diz que 'debaixo do céu há um tempo para cada coisa!' Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas pelas quais você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra, que somos nós, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário. O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje; sementes de hoje, frutos de amanhã! Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os amores passageiros... Eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam...
Cuidado com os olhares de quem não sabe amá-lo... eles costumam fazê-lo esquecer que você vale a pena... Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar, mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. Não desanime, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar e o que amar nesta vida. Em vez de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta que 'os sonhos não envelhecem...' Vá em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu para duvidar... (?)
Pe. Fábio de Melo
Sempre é tempo de lançar sementes...A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe... Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso quando nos diz que 'debaixo do céu há um tempo para cada coisa!' Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas pelas quais você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra, que somos nós, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário. O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje; sementes de hoje, frutos de amanhã! Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os amores passageiros... Eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam...
Cuidado com os olhares de quem não sabe amá-lo... eles costumam fazê-lo esquecer que você vale a pena... Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar, mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. Não desanime, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar e o que amar nesta vida. Em vez de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta que 'os sonhos não envelhecem...' Vá em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu para duvidar... (?)
Pe. Fábio de Melo
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