*Essa é pra quando a Gigi casar com o Jujuba, na hora de trocar alianças...
Ah quem dera com palavras explicar o amor.
Ah quisera com poesia comparar seu valor.
É como as águas da chuva caindo ao encontro do mar
Tornando-se um só.
Como a águia nos braços do vento vai
Ou a rosa e os raios de sol
Nosso amor assim será.
Deus é nosso horizonte nós dois o céu e a terra
Ele uniu nossas vidas e fez sagrada nossa família
Mais que a glória de um homem,
Bem mais que as dores e o que vier
Deus será nossa força nossa alegria
Sustento da nossa fé.
E pra sempre eu serei tua Maria
E para mim serás meu José.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Saudosismo, parte CXIIIVL
Veja você, sempre tão lindo, sempre tão irônico me dizendo que adoraria ver meus cabelos na cor natural, em tamanho maior que o habitual. Com o rosto de comercial de hidratante, não de Avon Color.
Veja você, fazendo de novo suas perguntas difíceis direcionadas aos meus sonhos e eu te respondendo pela nonagésima vez que eles foram trancafiados em algum baú do Caribe.
Veja você, mais uma vez me acompanhando na chuva, com meus papeis, agenda e livros a tira-colo, me dando sorte, me dando o prazer de um reencontro, de mais uma conversa desmedida, de uma lembrança, de uma saudade.
Veja você, teimoso, apontando meus defeitos e me fazendo sorrir, me fazendo feliz.
Olha só, mais uma vez eu encantada com teus encantos, lamentando nosso desencontros, odiando nossos destinos.
Olha só, mais uma vez eu te roubando um beijinho e te deixando sem olhar pra trás. Uma covarde, em todos os sentidos, por todos os motivos.
E eu diria que é certo que um dia, quem sabe, todavia, teu olhar me encontraria e eu te sorriria.
Talvez seja esse o tempo futuro da delicadeza em que não diremos nada.
E que apenas seguiremos encantados lado a lado
Eu...finalmente...ao lado teu.
Talvez seja isso que chamam de amor.
Veja você, fazendo de novo suas perguntas difíceis direcionadas aos meus sonhos e eu te respondendo pela nonagésima vez que eles foram trancafiados em algum baú do Caribe.
Veja você, mais uma vez me acompanhando na chuva, com meus papeis, agenda e livros a tira-colo, me dando sorte, me dando o prazer de um reencontro, de mais uma conversa desmedida, de uma lembrança, de uma saudade.
Veja você, teimoso, apontando meus defeitos e me fazendo sorrir, me fazendo feliz.
Olha só, mais uma vez eu encantada com teus encantos, lamentando nosso desencontros, odiando nossos destinos.
Olha só, mais uma vez eu te roubando um beijinho e te deixando sem olhar pra trás. Uma covarde, em todos os sentidos, por todos os motivos.
E eu diria que é certo que um dia, quem sabe, todavia, teu olhar me encontraria e eu te sorriria.
Talvez seja esse o tempo futuro da delicadeza em que não diremos nada.
E que apenas seguiremos encantados lado a lado
Eu...finalmente...ao lado teu.
Talvez seja isso que chamam de amor.
No tempo da intolerância
Leia bem. Preste atenção:
EU DISPENSO CONSELHOS!
Sério, eu sei, eu juro que tenho autocrítica, eu juro que me percebo, eu juro que sei exatamente o que se passa na minha vida.
Quando me ponho a abrir minha boca e contar "minhas misérias" eu não quero que lamentem, que me julguem, que tentem me salvar.
Quando proclamo minha felicidade, não quero que me parabenizem ou que continuem torcendo por mim. Quem deve tomar conta da minha vida sou eu! Prefiro que me sejam indiferentes.
Não precisam fingir que se importam ou se importar realmente.
Sempre foi assim...
Eu sei o quanto estou acima do peso, com o louro acima do tom, com o ritmo um tom abaixo, com excesso de maquiagem, de problemas, de questões, de dúvidas, de dívidas, de cismas.
É como o cobrador de ônibus, me pague e passe adiante.
Se eu sumir não me procurem.
Se eu morrer, não me velem.
Detesto hipocrisia.
Não sou legal. Sou teimosa. Bicho arredio.
Não sinto frio.
Não choro.
Não imploro.
Não minto, tenho memória fraca.
Minhas emoções são descarregadas é no papel.
No breu. No escuro da noite em que me encontro.
Me dê um desconto.
Me fiz assim.
Ninguém há de lembrar de mim.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Altar Particular - Maria Gadú
Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
Do teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje, sinto que
o tempo da cura tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Ou toca ou não toca
Ele:
- Eu fico contigo quando eu quiser
Eu:
- Então morra!
E por aí vai...
Não, definitivamente, eu não nasci pra mendigar amor de ninguém! Eis um de meus piores defeitos. O maior deles, muitos sabem, é não estar ainda muito familiarizada com o perdão.
Comigo, como já lí um dia é assim: ou toca ou não toca!
Dia desses eu estava encantada por uma pessoa que me parecia gentil, educada e com outras qualidades percebidas por uma visão limitada e imediatista. Apostei, juro que apostei. Já nem sabia mais como fazer isso, mas fui pedindo auxílio, ajuda, conselho e lá estava eu com minhas cartas da manga, do bolso, da calcinha a investir e, mais uma vez, aos poucos, em doses homeopáticas o príncipe foi virando sapo, como no jogo de espelhos que transforma belas moças em mongas.
Entendeu o sujeito que poderia me fazer de fantoche. Tadinho, não me conhecia.
Entre um gole e outro, ou melhor, depois de muitos goles, se aproximava meio sem virtudes, meio com falsas atitudes, meio torto, meio sem saber exatamente o que fazer, o que querer, o que pedir.
Na sobriedade era ligado a impropérios, desculpas esfarrapadas, esperas por prêmios milhonários pagos pela CEF pra que decidisse, enfim...
Tirei o time de campo, era óbvio esse fato.Não somente isso, passei a "despercebê-lo", "dessenti-lo", desconstruí-lo.
Domingo passado se aproximou, pediu beijo.Imagine???
De quem mesmo eu falava?
Ah, sim, grata pela lembrança. Sim, ele é só uma lembrança.
Este é só primeiro exemplo. Vamos ao segundo:
Mudei de emprego há exato 1 mês e as regras de ambiente de trabalho são outras. Os amigos (os que importam) foram avisados de que as vezes eu precisaria ignorar suas chamadas pra depois retornar. E assim tem sido. Hoje, tive de resolver mil coisas ao mesmo tempo. A verdadeira Joseph Climber da administração. ignorei chamadas incontáveis durate as 12 horas e 45 de trabalho. Sim, hoje eu trabalhei tudo isso entre tonteiras, dores de cabeça e pressão baixa, e meu pai (eu disse meu pai) foi um que teve a chamada ignorada. Pois bem, uma de minhas amigas ligou mais de uma vez, passou mensagem. Não atendi, não respondi. Fui ligar a caminho de casa, quase as 22h. Fone fora de área. Na terceira tentativa, entre cansaço, dores e dissabores, liguei pra amiga errada, que coincidentemente tava ao lado da outra que comigo não quiz falar. Veja só...
Pois bem, tchau!
Terceiro e último caso não menos importante:
Uma amiga de longas datas o ano passado me sacaneou, tripudiou em cima da minha boa vontade e da minha tolerância. Hoje quer saber se estou bem e eu de seu estado nunca perguntei. É assim.
Lembremos o início deste texto: eu não mendigo amor de ninguém. Aliás, me deixem a vontade pra tudo, menos pra ter razão. Eu sou um saco!
Entendam, "minha solidão nada tem a ver com a presença ou a ausência de pessoas".
Desculpem...a vida me fez assim.Bananeira não dá maçã.
Ou toca ou não toca!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
TODO O RESTO
Certo e errado são convenções que confirmam-se com meia dúzia de atitudes.
Certo e ser gentil, respeitar os mais velhos, seguir uma dieta balanceada, dormir oito horas por dia, lembrar dos aniversários, trabalhar, estudar, casar e ter filhos, certo e morrer bem velho e com o dever cumprido. Errado e dar calote, rodar de ano, beber demais, fumar, se drogar, não programar um futuro decente, dar saltos sem rede. Todo mundo de acordo??
Todo mundo teoricamente de acordo, porem a vida não e feita de teorias. E o resto? E tudo aquilo que a gente mal consegue verbalizar, de tão intenso? Desejos, impulsos, fantasias, emo;oes. Ora, meia dúzia de normas preestabelecidas não dão conta do recado. Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nos.
Somos maduros e ao mesmo tempo infantis, por trás do nosso autocontrole há um desespero infernal. Possuímos uma criatividade insuspeita, inventamos musicas, amores e problemas e somos curiosos, queremos espiar pela fechadura do mundo para descobrir o que não nos contaram. Todo o resto.
O amor e certo, o ódio e errado e o resto e uma montanha de outros sentimentos, uma solidão gigantesca, muita confusão, desassossego, saudades cortantes,, necessidade de afeto e urgências sexuais que não se adaptam as regras do bom comportamento. Há bilhetes guardados no fundo das gavetas que contariam outra versão da nossa historia, caso viessem a publico. Todo o resto e o que nos assombra, as escolhas não feitas,, os beijos não dados, as decisões não tomadas, os mandamentos que não obedecemos, ou que obedecemos bem demais – a troco de que fomos tão bonzinhos? Há o certo, o errado e aquilo que nos da medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece. O certo e ser magro, bonito, rico e educado. O errado e ser gordo, feio, pobre e analfabeto, e o resto nada tem a ver com estes reducionismos, e nossa fome por idéias novas, e nosso rosto que se transforma com o tempo, e nossas cicatrizes de estima;ao, nossos erros e desilusões.
Todo o resto e muito vasto. E nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores, a pureza e inocência que nos mantem vivas dentro de nos mas que ninguém percebe, so porque crescemos. A maturidade e um álibi frágil. Seguimos com uma alma de crian;a que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo. Todo o resto e tudo aquilo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.
Martha Medeiros
domingo, 30 de janeiro de 2011
Os 15 anos e o Haloween
Este ano, em outubro, uma de minhas sobrinhas fará 15 anos e, considerando a proximidade da festa de Haloween (tipicamente americana, diga-se de passagem), decidiu minha bela debutante que quer sua festa aos moldes do Tio San.
Antes que emitam qualquer opninião a respeito do assunto, digo que já tenho todas as minhas formadíssimas e claríssimas sobre, melhor que isso, já tentei convencê-la a desistir disso e podem até dizer:
- "Não te mete, a festa é dela!"
Não, a festa não é só dela, é em sua homenagem, mas é uma comemoração coletiva.
Ok ok, imaginemos baby, daqui há mais 15 anos ela se olhando no espelho, vestidinha de bruxa ao lado de seus pais: Mortícia e Frankstein dizendo:
-"Meus Deus, como vocês permitiram isso???"
-"Mas foi você quem quis,amor"
- "Mas vocês teveriam ter me proibido!!!"
Bom, enfim...
Daí no convite vem a descrição:
Traje: a caráter. E eis que adentra na festa, sua avó materna de mais de 65 anos trajando um originalíssimo preto rasgado estilo Elvira, a rainha das trevas, e logo atrás a incineradora de livros fantasiada de Tio Chico. A meia noite, no lugar da valsa ouviremos Triller... Sei não!
Bom, mas como essa insistente voz nunca é ouvida no seio da família Soares, fica neste espaço a minha discordância e o planejamento para minha fantasia, caso não haja outro jeito.
De qualquer forma o importante é comemorar o dom da vida e a certeza de estar ficando velha.
Pego minha vassoura e tchau!
Antes que emitam qualquer opninião a respeito do assunto, digo que já tenho todas as minhas formadíssimas e claríssimas sobre, melhor que isso, já tentei convencê-la a desistir disso e podem até dizer:
- "Não te mete, a festa é dela!"
Não, a festa não é só dela, é em sua homenagem, mas é uma comemoração coletiva.
Ok ok, imaginemos baby, daqui há mais 15 anos ela se olhando no espelho, vestidinha de bruxa ao lado de seus pais: Mortícia e Frankstein dizendo:
-"Meus Deus, como vocês permitiram isso???"
-"Mas foi você quem quis,amor"
- "Mas vocês teveriam ter me proibido!!!"
Bom, enfim...
Daí no convite vem a descrição:
Traje: a caráter. E eis que adentra na festa, sua avó materna de mais de 65 anos trajando um originalíssimo preto rasgado estilo Elvira, a rainha das trevas, e logo atrás a incineradora de livros fantasiada de Tio Chico. A meia noite, no lugar da valsa ouviremos Triller... Sei não!
Bom, mas como essa insistente voz nunca é ouvida no seio da família Soares, fica neste espaço a minha discordância e o planejamento para minha fantasia, caso não haja outro jeito.
De qualquer forma o importante é comemorar o dom da vida e a certeza de estar ficando velha.
Pego minha vassoura e tchau!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Conselho
Há mais ou menos 12 anos perdi minha melhor amiga de infância: Danielly Patrícia, claro, chamada de Dani. Nossa infância foi regada a aventuras no Colégio Paulino de Brito. Sempre estávamos entre os meninos, na turma do fundão. Ela era a louca, eu a tímida.
Dani tinha uma gargalhada datesca e uma vontade de viver maior ainda. Apesar de fofinha, tinha um charme e uma simpatia inigualáveis que despertava o interesse de uma boa parte da ala masculina do colégio. De alunos a professores Dani ía distribuindo suas proezas e seus beijos. Graças a ela pude passar de ano, pois me emprestava seus livros, algo que nunca pude ter, talvez seja por isso essa minha sede de leitura e consumismo desenfreado de livros. Estudávamos juntas para as provas até altas horas da madrugada, ao som de Débora Blando, New Kids on the Block e outras coisas beem bizarras.
Foi com ela que tive meus primeiros conceitos de amizade: parceria, companheirismo, brigas, fidelidade, sinceridade, diários, festa de 15 anos, primeiro beijo, primeira transa, treinamento para usar salto alto, escolha profissional, primeiro amor, primeiras decepções amorosas, primeira perda...
Nos separamos quando no 2º ano ela foi estudar em uma boa escola particular e eu fui para a escola de governo, nesse hiato conheceu a outra Dani, a Magrela (Danielle Fabini), que se tornou grande amiga até os dias de hoje, mesmo ela morando no Rio e eu aqui.
Um tempo antes da protagonista dessa história partir, nos encontrávamos em Mosqueiro, na barraca de um tio dela na praia do Ariramba, quando uns carinhas pararm (graças às suas piscadelas) para nos fazer companhia. Um deles era meio vidente, meio macumbeiro, meio espírita, meio sei-lá-o-quê e se pôs a ler nossas mãos. Entre tantas coisas que "profetizou" disse o homem que minha amiga morreria cedo e que eu não a veria morta. Nos olhamos assustadas, mas meio descrentes.
Mais ou menos um ano e meio depois eu cheguei do trabalho já de noite e recebi a notícia de sua morte prematura. E em virtude de como aconteceu, seu corpo foi velado e enterrado no mesmo dia, fazendo cumprir as profecias daquele estranho.
Foi horrível perder minha amiga tão cedo, nem preciso dizer.
Hoje lembrei dela assistindo ao programa Esquenta, da Regina Casé, pois ouvi uma música que um dia ofereci a ela na tentativa inútil de lhe dar um conselho. Intensa que era, sempre sofria demasiadamente por amor, pois naquela época os homens já eram um tanto quanto perversos para lidar com nossos famigerados corações apaixonados.
Dani tinha uma gargalhada datesca e uma vontade de viver maior ainda. Apesar de fofinha, tinha um charme e uma simpatia inigualáveis que despertava o interesse de uma boa parte da ala masculina do colégio. De alunos a professores Dani ía distribuindo suas proezas e seus beijos. Graças a ela pude passar de ano, pois me emprestava seus livros, algo que nunca pude ter, talvez seja por isso essa minha sede de leitura e consumismo desenfreado de livros. Estudávamos juntas para as provas até altas horas da madrugada, ao som de Débora Blando, New Kids on the Block e outras coisas beem bizarras.
Foi com ela que tive meus primeiros conceitos de amizade: parceria, companheirismo, brigas, fidelidade, sinceridade, diários, festa de 15 anos, primeiro beijo, primeira transa, treinamento para usar salto alto, escolha profissional, primeiro amor, primeiras decepções amorosas, primeira perda...
Nos separamos quando no 2º ano ela foi estudar em uma boa escola particular e eu fui para a escola de governo, nesse hiato conheceu a outra Dani, a Magrela (Danielle Fabini), que se tornou grande amiga até os dias de hoje, mesmo ela morando no Rio e eu aqui.
Um tempo antes da protagonista dessa história partir, nos encontrávamos em Mosqueiro, na barraca de um tio dela na praia do Ariramba, quando uns carinhas pararm (graças às suas piscadelas) para nos fazer companhia. Um deles era meio vidente, meio macumbeiro, meio espírita, meio sei-lá-o-quê e se pôs a ler nossas mãos. Entre tantas coisas que "profetizou" disse o homem que minha amiga morreria cedo e que eu não a veria morta. Nos olhamos assustadas, mas meio descrentes.
Mais ou menos um ano e meio depois eu cheguei do trabalho já de noite e recebi a notícia de sua morte prematura. E em virtude de como aconteceu, seu corpo foi velado e enterrado no mesmo dia, fazendo cumprir as profecias daquele estranho.
Foi horrível perder minha amiga tão cedo, nem preciso dizer.
Hoje lembrei dela assistindo ao programa Esquenta, da Regina Casé, pois ouvi uma música que um dia ofereci a ela na tentativa inútil de lhe dar um conselho. Intensa que era, sempre sofria demasiadamente por amor, pois naquela época os homens já eram um tanto quanto perversos para lidar com nossos famigerados corações apaixonados.
Conselho
(Adilson Bispo e Zé Roberto 0 cantada originalmente por Almir Guineto)
Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal,
Que agindo assim será vital para o seu coração,
É que em cada experiência se aprende uma lição,
Eu já sofri por amar assim me dediquei mais foi tudo em vão,
Pra que se lamentar se em sua vida pode encontrar,
Quem te ame com toda força e amor,
Assim sucumbirá a dor,
(refrão)
Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer
Não estou dando e nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz.
E onde estiver, sei que estará modificando a alma de alguém,como modificou a minha, ajudando a construir o meu edifício moral.
Esteja em paz Danielly Patrícia Souza Costa
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Nossos mundos
Porque eu sou de Vênus e ele é de Marte
Então decidimos sair daqui e visitar nossos planetas
Pegamos um cometa e depois de nós nos fomos
Partimos um do outro
Mas houve um antes, um dia,várias noites
Em claro, no escuro em que não nos víamos
Nos sentíamos, nos beijávamos, nos cheirávamos, nos amávamos
Eu te cantava, tu me encantavas
Eu via o branco do quadro um dia negro
Ele via o branco da neve de outros continentes
Ele precisava do tempo pra ter tempo de olhar o quadro
Eu precisava entender e por nada prender
Fingimos ser só amizade
Eu chorei de saudade
Ele morreu de ironizar pra na verdade
Não confessar
A saudade que tinha da boca dele na minha
Na despedida falamos essencialidades
Futilidades, banalidades debaixo de uma sombrinha
Caminhamos leves, molhados e breves
Nos despedimos numa esquina
E seguimos nossas rotinas
Rumo aos nossos planetas
De carona em nossos cometas
Então decidimos sair daqui e visitar nossos planetas
Pegamos um cometa e depois de nós nos fomos
Partimos um do outro
Mas houve um antes, um dia,várias noites
Em claro, no escuro em que não nos víamos
Nos sentíamos, nos beijávamos, nos cheirávamos, nos amávamos
Eu te cantava, tu me encantavas
Eu via o branco do quadro um dia negro
Ele via o branco da neve de outros continentes
Ele precisava do tempo pra ter tempo de olhar o quadro
Eu precisava entender e por nada prender
Fingimos ser só amizade
Eu chorei de saudade
Ele morreu de ironizar pra na verdade
Não confessar
A saudade que tinha da boca dele na minha
Na despedida falamos essencialidades
Futilidades, banalidades debaixo de uma sombrinha
Caminhamos leves, molhados e breves
Nos despedimos numa esquina
E seguimos nossas rotinas
Rumo aos nossos planetas
De carona em nossos cometas
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A coragem que faltou em 2010 chegou em 2011
Ela denmorou a ser fato. Pensava em algo beeem mais elaborado, que englobasse os 3 amores da minha vida: Mãe e sobrinhas. Mas eu precisava da necessária coragem e busquei algo que não deixasse de ter significado, mas que ao menos por suposição não doesse tanto. Dói, mas é uma dor beeem suportável, algo como picadas consecutivas de carapanã. É só relaxar! E olhe lá, que sou assumidamente intolerante a dor,covarde de caretririnha para os "ais".
Ei-la
Significado: Borboleta representa a minha liberdade. As azuis são raras como eu, estão em extinção (sim, eu me valorizo!). Nomais, ficou bem destacada nomeu costão branco. Rsrsrs. Amei! Talvez a amplie, mas isso vai ser novamente pensado. Representa aminha borboletinha: Stefany Camilly
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