Juro, não sou o ser humano mais indicado pra falar de amor, mas quanto a senti-lo me cerco de orgulho. Amor não é para os fracos, mas praqueles que têm coragem de dizer que amam. Eu amo cada vez que me pego rindo à toa, que meu coração é tocado pelo silêncio ou pela euforia que desacata os desavisados e os menos humorados. E assumo amor, o que pode ser ainda mais dificil.
E por falar nesse malfadado, por ontem e por hoje (pra quem não é católico, dia de Santo Antônio) escutei as mais diversas histórias, mas o que mais me chamou a atenção foi a falta de amor dos namorados. São histórias tão esquisitas, de Marias e Joões que mal se falaram, mal se abraçaram, mal se beijaram. Umas a chorar o dia inteiro os descasos, outras a fazer chorar e dispensar o namorado por um arrastão junino, outrso mandando cestas de chocolates pra se redimir do esquecimento, outras xingando o santo casamenteiro.
Eita mundinho de pernas pro ar, eita sentimento bonito mas que só encontra ser humano esquisito pra se alojar e ser repelido por não leitura do manual de instruções do objeto recebido. Precisamos rever nossos conceitos há tempos, isso é fato, isso é fardo pesado demais para os descrentes.
entre tantas histórias, ouvi uma frase feita muito engraçada e triste ao mesmo tempo. revelou Mariazinha: "Hoje é o dia de Santo Antônio, mas o santo das causas impossíveis é outro. Tá pegando, melhor rezar pra Santo Expedito".
Uma dessas amigas acordou e a primeira atitude que tomou foi ir até o tatuador modificar a tatuagem com a letra do namorado, acabou formando uma palavra que mostra o que precisa: Fé. O amor também precisa de fé, de acreditar que não é necessário desistir do amor e muito menos de amar, que não é necessário tomar atitudes radicais quando se sabe que existe um bem maior chamado perdão, que cedo ou tarde vai aparecer pra refazer o que "foi desfeito".
Eu prefiro continuar acreditando no amor e naquele lance lindo de encontro almas, eu prefiro continuar amando e caminhando na chuva de mãos dadas ou apenas carregando um bolsa pesada e um pé ferido por quilometros só pra ter a companhia de quem me faz bem.
Eu não posso desistir do amor e você?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
"Estranha forma anônima de amar"*
Toda a espera é delicada
Porém, aguarda-me.
Toda a conquista é fascinante
Porém, descubra-me.
Toda a busca é incessante
Porém, encontre-me.
Somos sementes em espera
Porém, sem a certeza do encontro.
É tão estranho te querer de longe,
Tão arrebatador o que leio em teu olhar.
Tão sutil e desesperador esse tremor dentro do peito,
Tão estranha essa forma anônima de amar.
Fabrizio Salvatore Baglio
Essa é made in blog Interlúdio, sigam http://www.interludioemflor.blogspot.com/
quinta-feira, 9 de junho de 2011
"Guardei sem ter porquê, nem por razão ou coisa outra qualquer"
"Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar...
Sabe lá..."
Enquanto caminhávamos na chuva ela foi carinhosamente colocada em meus cabelos por trás da orelha. Eu estava feliz, pela chuva, pela companhia e por mais uma casualidade. Mais um tijolo na construção das minhas boas memórias e minhas histórias pra contar.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Discussão acalorada
Ou eu e meus pensamentos e estudos estamos completamente equivocados ou devemos definitivamente esquecer os anos de pesquisa de Willian Labov e o tal do doutourado de Marcos Bagno, Stella Maris Bortoni-Ricardo e Sirio Possenti. O fato é que me sinto muito impotente diante de toda a discrimação que tá rolando pra cima da nova cartilha do MEC, ainda mais quando vejo pessoas de nível cultural considerados altos e formadoras de opinião levantarem a bandeira do contra.
Outro dia até assisti o Sr. Ministro da Educação tentando defender a proposta da cartilha, mas ele sequer teve o direito de voz.
Não, caríssimos, a nova cartilha do MEC, apesar de não a ter lido, não "vem para deixar os pobres cada vez mais pobres". Não vem "para ensinar a falar errado". Não "vem para excluir" e muito menos "para acabar com a Língua Portuguesa". Pelo que entendi até agora, vem exatamente para tentar respeitar as línguas desprestigiadas e mostrar que, falamos Português Brasileiro e não a língua de Luis de Camões em terras lusitanas. Vem deixar claro anos e anos de pesquisas que têm como base os fenômenos sociolinguísticos, que dão ênfase a uma língua que é um organismo vivo e jamais imutável, ou será que ainda usamos como pronome de tratamento o já em desuso "vossa mercê"? Ou ainda nos comunicamos com o outro na segunda pessoa do plural? Vós sabeis me responder??
O fato é que mudança e preconceito ainda são facas de dois gumes na mente de pessoas que ainda não largaram seus tacapes, apesar de se acharem "mudernas". Pior ainda, criticam as evidências dos fatos: a língua muda, existe claramente em nosso país não só uma heterogeneidade cultural, mas também uma heterogeneidade linguística. Mas infelizmente a cultura do certo e errado ainda é latente e têm excluído muita gente de bem por aí.
O importante acima de tudo é não subestimar profissionais de pesquisa sociolinguística que há anos perceberam e ainda percebem o que muita gente ainda se nega a enxergar: o preconceito linguístico. E não abrir a boca para criticar sem ter fundamento.
Ainda há muito pano pra manga nessa história, como sabiamos que daria o dia que se resolvesse colocar a pesquisa para domínio público. Só não vê que nao quiser!
Outro dia até assisti o Sr. Ministro da Educação tentando defender a proposta da cartilha, mas ele sequer teve o direito de voz.
Não, caríssimos, a nova cartilha do MEC, apesar de não a ter lido, não "vem para deixar os pobres cada vez mais pobres". Não vem "para ensinar a falar errado". Não "vem para excluir" e muito menos "para acabar com a Língua Portuguesa". Pelo que entendi até agora, vem exatamente para tentar respeitar as línguas desprestigiadas e mostrar que, falamos Português Brasileiro e não a língua de Luis de Camões em terras lusitanas. Vem deixar claro anos e anos de pesquisas que têm como base os fenômenos sociolinguísticos, que dão ênfase a uma língua que é um organismo vivo e jamais imutável, ou será que ainda usamos como pronome de tratamento o já em desuso "vossa mercê"? Ou ainda nos comunicamos com o outro na segunda pessoa do plural? Vós sabeis me responder??
O fato é que mudança e preconceito ainda são facas de dois gumes na mente de pessoas que ainda não largaram seus tacapes, apesar de se acharem "mudernas". Pior ainda, criticam as evidências dos fatos: a língua muda, existe claramente em nosso país não só uma heterogeneidade cultural, mas também uma heterogeneidade linguística. Mas infelizmente a cultura do certo e errado ainda é latente e têm excluído muita gente de bem por aí.
O importante acima de tudo é não subestimar profissionais de pesquisa sociolinguística que há anos perceberam e ainda percebem o que muita gente ainda se nega a enxergar: o preconceito linguístico. E não abrir a boca para criticar sem ter fundamento.
Ainda há muito pano pra manga nessa história, como sabiamos que daria o dia que se resolvesse colocar a pesquisa para domínio público. Só não vê que nao quiser!
José Luiz Fiorin: “Não existe nenhum linguísta que defenda que no ensino não se deva ensinar a norma culta da língua.”
O livro, da Editora Global, "acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) em relação à concepção de língua/linguagem, orientações que já estão em andamento há mais de uma década. Além disso, não somente este, mas outros livros didáticos englobam a discussão da variação linguística com o intuito de ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado", segundo Maria José Foltran (ABRALIN).
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Companhia de viagem
Como boa pedestre, meu veículo diário para ir e voltar do trabalho é o velho busão. O caminho é longo, quente, barulhento de tantas vozes que são ouvidas,o trânsito invariavelmente infernal prolonga ainda mais o caminho, sem contar as misturas de cheiros que meu nariz é obrigado a sentir logo pela manhã. Mas para que toda essa mistura de sentidos não se torne mais enfadonha há anos busquei uma saída: carrego sempre comigo meu fiel escudeiro Sancho Pança: o LIVRO. Há os que dizem: "nossa, como consegues ler no ônibus com tanto barulho??". Respondo: não sei, eu simplesmente consigo...e gosto...e não consigo fazer diferente. Ele, o livro, consegue perfeitamente cumprir seu objetivo em minhas mãos: envolver. E como se não bastasse, quando é um livro técnico ainda dou uma paradinha pra pegar o telefone e perguntar a opinião de amigos da mesma área para determinados temas. Terminada a ligação, volto para minha distração. Sim, o livro me distrai e me tira do ambiente heterogêneo do coletivo, levando-me ao seu universo.
Certa vez lia o "Guia do Mochileiro das Galáxias", De Douglas Adams, e sempre silenciosa e concentrada na leitura chamei a atenção do pessoal de tanto que ria das "besteiras" que o livro me dizia. Senti como se estivesse assistindo a uma comédia e...sabe quando aparece uma cena super engraçada e você cutuca quem tá do teu lado? Tive vontade de fazer o mesmo.
...E há todo um ritual nessa empreitada:
Deve-se sentar à janela, pra não ter que ficar concedendo licença de passagem ao vizinho.
Deve-se fingir não ver o conhecido que sobe logo na parada seguinte. Pior é que tem gente que não se toca quando acontece e fica puxando papo. Eu costumo ignorar a presença do invasor, excetuando-se pessoas como mãe, pai e amigos não vistos ha certo tempo. E não fecho o livro de jeito nenhum, que é pra entenderem o que quero fazer naquele momento. Pô, se é meu vizinho, passa lá em casa pra um papinho, ou então nos encontramos no Bob's pra um ovomaltine.
Deve-se evitar ônibus lotado por motivos óbvios.
Não se pode esquecer a lapiseira e o marca texto, também por motivos óbvios. Meus livros têm cobrinhas nas partes que me marcam (não dá pra ser linha reta!!)
Deve-se olhar o tempo de viagem restante e o tamanho do próximo capítulo ou parágrafo, do contrário você corre dois riscos: 1. andar mais por descer na parada errada e 2. cair e sujar seu amigo (e daí se você se ralar e se quebrar toda???).
Minha leitura só é voluntariamente interrompida em dois momentos: quando o dia está ensolarado e passo em uma das praças que, dependendo do ônibus que pegue, fazem parte do meu trajeto: Batista Campos ou República. Gosto de olhar e dá uma vontade louca de descer e terminar o capítulo sentada em um daqueles bancos, tomando uma água de coco, feito aqueles velhinhos que nada têm a fazer e ficam lá contemplativos. Rola uma inveja básica.
Sou feliz por ter criado esse hábito, é um dos grandes prazeres da minha vida, e o que me deixa mais feliz é poder compra-los, possuí-los, riscá-los. Ficam bem ao lado de minha cama e sou muito feliz em poder contemplá-los. Faço isso com certa frequencia e penso: são meus! Já contei aqui, mas repito. Por muito tempo eu não podia comprar nenhum livro. Muito tempo mesmo, que passou pelo ensino fundamental, médio e faculdade somando a aquisição de apenas 2 volumes. Hoje, pelo menos um por mês é somado à minha biblioteca, mas não me considero um super leitora, me considero apenas mais uma que gosta de ler algumas coisas e jornal é uma das coisas que não entra na minha história.
No momento, meu Sancho é Moacyr Scliar em "Do jeito que nós vivemos", pra variar, crônicas, meu gênero favorito. E, por favor, se me encontrarem pelo Sacramenta-Humaitá ou Pedreira-Filipe Patroni não me desconcentrem, me ignorem, eu juro que não vou chamá-los de antipáticos. Eu é que sou! Rsrsrs
Certa vez lia o "Guia do Mochileiro das Galáxias", De Douglas Adams, e sempre silenciosa e concentrada na leitura chamei a atenção do pessoal de tanto que ria das "besteiras" que o livro me dizia. Senti como se estivesse assistindo a uma comédia e...sabe quando aparece uma cena super engraçada e você cutuca quem tá do teu lado? Tive vontade de fazer o mesmo.
...E há todo um ritual nessa empreitada:
Deve-se sentar à janela, pra não ter que ficar concedendo licença de passagem ao vizinho.
Deve-se fingir não ver o conhecido que sobe logo na parada seguinte. Pior é que tem gente que não se toca quando acontece e fica puxando papo. Eu costumo ignorar a presença do invasor, excetuando-se pessoas como mãe, pai e amigos não vistos ha certo tempo. E não fecho o livro de jeito nenhum, que é pra entenderem o que quero fazer naquele momento. Pô, se é meu vizinho, passa lá em casa pra um papinho, ou então nos encontramos no Bob's pra um ovomaltine.
Deve-se evitar ônibus lotado por motivos óbvios.
Não se pode esquecer a lapiseira e o marca texto, também por motivos óbvios. Meus livros têm cobrinhas nas partes que me marcam (não dá pra ser linha reta!!)
Deve-se olhar o tempo de viagem restante e o tamanho do próximo capítulo ou parágrafo, do contrário você corre dois riscos: 1. andar mais por descer na parada errada e 2. cair e sujar seu amigo (e daí se você se ralar e se quebrar toda???).
Minha leitura só é voluntariamente interrompida em dois momentos: quando o dia está ensolarado e passo em uma das praças que, dependendo do ônibus que pegue, fazem parte do meu trajeto: Batista Campos ou República. Gosto de olhar e dá uma vontade louca de descer e terminar o capítulo sentada em um daqueles bancos, tomando uma água de coco, feito aqueles velhinhos que nada têm a fazer e ficam lá contemplativos. Rola uma inveja básica.
Sou feliz por ter criado esse hábito, é um dos grandes prazeres da minha vida, e o que me deixa mais feliz é poder compra-los, possuí-los, riscá-los. Ficam bem ao lado de minha cama e sou muito feliz em poder contemplá-los. Faço isso com certa frequencia e penso: são meus! Já contei aqui, mas repito. Por muito tempo eu não podia comprar nenhum livro. Muito tempo mesmo, que passou pelo ensino fundamental, médio e faculdade somando a aquisição de apenas 2 volumes. Hoje, pelo menos um por mês é somado à minha biblioteca, mas não me considero um super leitora, me considero apenas mais uma que gosta de ler algumas coisas e jornal é uma das coisas que não entra na minha história.
No momento, meu Sancho é Moacyr Scliar em "Do jeito que nós vivemos", pra variar, crônicas, meu gênero favorito. E, por favor, se me encontrarem pelo Sacramenta-Humaitá ou Pedreira-Filipe Patroni não me desconcentrem, me ignorem, eu juro que não vou chamá-los de antipáticos. Eu é que sou! Rsrsrs
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Cuidado com teus desejos, eles podem se tornar realidade.
Ouvi esse ditado, algum dia, de alguém, não lembro de quem. Aliás, a memória é algo que tem me faltado drásticamente nos últimos meses, tanto que não lembro se cheguei a postar aqui ou se apenas comentei com amigos que, na tentativa de esquecer certos percalços, iria enfiar a cara no trabalho.
Daí o merdinha do gênio da lâmpada deve ter escutado e saído da lâmpada sem eu ter esfregado o objeto e...plim!
Desde então estou num processo bem acelerado de surto.
Brincadeiras à parte, em menos de 5 meses já ensaiei umas 3 vezes meu pedido de demissão e nunca, mas nunca na vida me senti tão incompetente, apesar de meus fãs jurarem que não sou. Não adianta Sra. Auto-estima, é assim mesmo que ando me sentindo. E o pior é que quando falo isso ninguém se presta a creditar em mim, exceto um ser iluminado que me disse: "É caríssima, isso só prova que tens auto-crítica". Ele tem razão, e não é problema nenhum pra mim admitir isso.
Como não podia e nem queria ficar só nessa observação, questionou: "E quais são os planos?"
Ai, essa doeu. Não há planos, caríssimo, há muito não há planos. Pior é que além de você tem Shakespeare na minha cabeça dizendo: "Não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não para pra que você o conserte...plante seu jardim e decore sua alma...etc, etc, etc"
Perdida
É isso
Estou perdida
E...juro, não quero conselhos
Quero apenas chegar lá fora e encontrar alguém que não me diga nada, apenas me ofereça um colo, um ombro, como diria Gal.
Tô mal
Normal
É impossível ser feliz todo dia
Daí o merdinha do gênio da lâmpada deve ter escutado e saído da lâmpada sem eu ter esfregado o objeto e...plim!
Desde então estou num processo bem acelerado de surto.
Brincadeiras à parte, em menos de 5 meses já ensaiei umas 3 vezes meu pedido de demissão e nunca, mas nunca na vida me senti tão incompetente, apesar de meus fãs jurarem que não sou. Não adianta Sra. Auto-estima, é assim mesmo que ando me sentindo. E o pior é que quando falo isso ninguém se presta a creditar em mim, exceto um ser iluminado que me disse: "É caríssima, isso só prova que tens auto-crítica". Ele tem razão, e não é problema nenhum pra mim admitir isso.
Como não podia e nem queria ficar só nessa observação, questionou: "E quais são os planos?"
Ai, essa doeu. Não há planos, caríssimo, há muito não há planos. Pior é que além de você tem Shakespeare na minha cabeça dizendo: "Não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não para pra que você o conserte...plante seu jardim e decore sua alma...etc, etc, etc"
Perdida
É isso
Estou perdida
E...juro, não quero conselhos
Quero apenas chegar lá fora e encontrar alguém que não me diga nada, apenas me ofereça um colo, um ombro, como diria Gal.
Tô mal
Normal
É impossível ser feliz todo dia
terça-feira, 17 de maio de 2011
"Didinha me poteje"
Ela é arredia, mas sua inteligência é indiscutível.
Seu mundo é cor-de-rosa.
É outra inquilina perpétua deste coração fatigado.
Quando nasceu, ocupou definitivamente meu mundo e meu espaço.
Pontilhados fiz uma borboleta, um carrinho, uma árvore, uma bola e o seu nome. Ela cobriu e depois nos danamos a colorir.
Depois me abraçou, me beijou, pediu a "bença" e dormiu.
Às 3 acordou e quando eu pensei que ela chamaria a mãe, chamou: "Didinha!!!"
- Eu tô aqui fifilha!
- Deita aqui perto do meu lado.
Eu deitei.
- Didinha me embulha.
Eu "embulhei" e ouvi a coisa mais linda do mundo depois que ela me abraçou:
"Didinha me poteje..."
- Claro, minha filhinha que eu portejo você! Vou protejer você sempre! Nunca, ninguém lhe fará mal. EU PROMETO!
Seu mundo é cor-de-rosa.
É outra inquilina perpétua deste coração fatigado.
Quando nasceu, ocupou definitivamente meu mundo e meu espaço.
Dividia comigo e minha irmã uma cama de casal e nela foi crescendo e me inundando aos poucos.
Nela exercito o ofício de ser mãe, já que meu desejo não enxerga a maternidade.
Ela é tola de dar medo.
É geniosa de tirar sossego.
Sábado me olhou nos olhos e disse:
Didinha, quero dormir contigo.No começo hesitei, titubeei
"Será que não vai acordar de madrugada chamando pela mãe?"Depois cedi, como todo amor faz.
Linda, chegou desarrumando a sacola e agasalhando seus pertences em cada lugar onde guardo meus objetos semelhantes:Calcinhas multicoloridas na primeira gaveta, perfume (cheirinho de bebê) na porta do meio do guarda-roupa etc.
Trouxe uma roupa de dormir parecida com a minha (sei bem que essa escolha foi dela)
Me ajudou a colocar o colchão no chão, o que fica por cima de minha cama ortopédica (e dura à beça!) e lá me fez o convite: "vamos desenhar, Didinha!" - Vamos!
Como é bom voltar à infância com meu bichinho!!!
Já quase às 23h pediu pra ver desenho. Eu atendi.Às 23h30 um gagauzinho. Eu preparei.
Em seguida lembrou que não tinha bebido água quando chegou. Levantei e fui buscar.
Daí então pediu que eu cantasse uma musiquinha. Então ouviu "Aos olhos do Pai"Depois me abraçou, me beijou, pediu a "bença" e dormiu.
Às 3 acordou e quando eu pensei que ela chamaria a mãe, chamou: "Didinha!!!"
- Eu tô aqui fifilha!
- Deita aqui perto do meu lado.
Eu deitei.
- Didinha me embulha.
Eu "embulhei" e ouvi a coisa mais linda do mundo depois que ela me abraçou:
"Didinha me poteje..."
- Claro, minha filhinha que eu portejo você! Vou protejer você sempre! Nunca, ninguém lhe fará mal. EU PROMETO!
terça-feira, 10 de maio de 2011
A melhor parte de mim
A melhor parte de mim mora no meu coração.
Uma inquilina espaçosa, que ocupa quase todo o imóvel e só se preocupa em amar.
A melhor parte de mim tem a inocência de uma criança, e por isso canta e dança alegremente ao som de suas melodias preferidas.
A melhor parte de mim tem orgulho de um quadro com 3 fotos na parede.
A melhor parte de mim pouco ou quase nada estudou. Não formou-se em letras, quiçá em psicologia ou economia, profissões que inundavam seus sonhos.
A melhor parte de mim é aquela que faz o melhor feijão do mundo.
A melhor parte de mim é aquela que passou por uma rejeição maternal, abandono marital e nem mesmo assim desistiu de ser feliz.
A melhor parte de mim tem uma fé inabalável e reza sempre pra que as coisas que Deus colocou em nossos caminhos deem bons frutos.
A melhor parte de mim não é professora, mas é a melhor educadora que se pôde ter. Ensinou-me a amar, a ter fé, a ser honesta, a ter juízo (mesmo que por vezes não cumprido), a ser tolerante e, principalmente a perdoar, mesmo que eu tenha aprendido isso um pouco tarde.
A melhor parte de mim é justamente aquela que conta a mesma história duas, três quatro vezes e é melhor que eu escute.
A melhor parte de mim é justamente o que em mim é eterno porque pra mim o cordão umbilical nunca foi cortado, pois não há mãe que, definitivamente, rompa os laços com sua cria, do contrário, não seria uma dádiva de Deus.
A melhor parte de mim é a que mais amo no mundo:
É Maria de Nazaré!
Uma inquilina espaçosa, que ocupa quase todo o imóvel e só se preocupa em amar.
A melhor parte de mim tem a inocência de uma criança, e por isso canta e dança alegremente ao som de suas melodias preferidas.
A melhor parte de mim tem orgulho de um quadro com 3 fotos na parede.
A melhor parte de mim pouco ou quase nada estudou. Não formou-se em letras, quiçá em psicologia ou economia, profissões que inundavam seus sonhos.
A melhor parte de mim é aquela que faz o melhor feijão do mundo.
A melhor parte de mim é aquela que passou por uma rejeição maternal, abandono marital e nem mesmo assim desistiu de ser feliz.
A melhor parte de mim tem uma fé inabalável e reza sempre pra que as coisas que Deus colocou em nossos caminhos deem bons frutos.
A melhor parte de mim não é professora, mas é a melhor educadora que se pôde ter. Ensinou-me a amar, a ter fé, a ser honesta, a ter juízo (mesmo que por vezes não cumprido), a ser tolerante e, principalmente a perdoar, mesmo que eu tenha aprendido isso um pouco tarde.
A melhor parte de mim é justamente aquela que conta a mesma história duas, três quatro vezes e é melhor que eu escute.
A melhor parte de mim é justamente o que em mim é eterno porque pra mim o cordão umbilical nunca foi cortado, pois não há mãe que, definitivamente, rompa os laços com sua cria, do contrário, não seria uma dádiva de Deus.
A melhor parte de mim é a que mais amo no mundo:
É Maria de Nazaré!
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