Ouvi esse ditado, algum dia, de alguém, não lembro de quem. Aliás, a memória é algo que tem me faltado drásticamente nos últimos meses, tanto que não lembro se cheguei a postar aqui ou se apenas comentei com amigos que, na tentativa de esquecer certos percalços, iria enfiar a cara no trabalho.
Daí o merdinha do gênio da lâmpada deve ter escutado e saído da lâmpada sem eu ter esfregado o objeto e...plim!
Desde então estou num processo bem acelerado de surto.
Brincadeiras à parte, em menos de 5 meses já ensaiei umas 3 vezes meu pedido de demissão e nunca, mas nunca na vida me senti tão incompetente, apesar de meus fãs jurarem que não sou. Não adianta Sra. Auto-estima, é assim mesmo que ando me sentindo. E o pior é que quando falo isso ninguém se presta a creditar em mim, exceto um ser iluminado que me disse: "É caríssima, isso só prova que tens auto-crítica". Ele tem razão, e não é problema nenhum pra mim admitir isso.
Como não podia e nem queria ficar só nessa observação, questionou: "E quais são os planos?"
Ai, essa doeu. Não há planos, caríssimo, há muito não há planos. Pior é que além de você tem Shakespeare na minha cabeça dizendo: "Não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não para pra que você o conserte...plante seu jardim e decore sua alma...etc, etc, etc"
Perdida
É isso
Estou perdida
E...juro, não quero conselhos
Quero apenas chegar lá fora e encontrar alguém que não me diga nada, apenas me ofereça um colo, um ombro, como diria Gal.
Tô mal
Normal
É impossível ser feliz todo dia
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
"Didinha me poteje"
Ela é arredia, mas sua inteligência é indiscutível.
Seu mundo é cor-de-rosa.
É outra inquilina perpétua deste coração fatigado.
Quando nasceu, ocupou definitivamente meu mundo e meu espaço.
Pontilhados fiz uma borboleta, um carrinho, uma árvore, uma bola e o seu nome. Ela cobriu e depois nos danamos a colorir.
Depois me abraçou, me beijou, pediu a "bença" e dormiu.
Às 3 acordou e quando eu pensei que ela chamaria a mãe, chamou: "Didinha!!!"
- Eu tô aqui fifilha!
- Deita aqui perto do meu lado.
Eu deitei.
- Didinha me embulha.
Eu "embulhei" e ouvi a coisa mais linda do mundo depois que ela me abraçou:
"Didinha me poteje..."
- Claro, minha filhinha que eu portejo você! Vou protejer você sempre! Nunca, ninguém lhe fará mal. EU PROMETO!
Seu mundo é cor-de-rosa.
É outra inquilina perpétua deste coração fatigado.
Quando nasceu, ocupou definitivamente meu mundo e meu espaço.
Dividia comigo e minha irmã uma cama de casal e nela foi crescendo e me inundando aos poucos.
Nela exercito o ofício de ser mãe, já que meu desejo não enxerga a maternidade.
Ela é tola de dar medo.
É geniosa de tirar sossego.
Sábado me olhou nos olhos e disse:
Didinha, quero dormir contigo.No começo hesitei, titubeei
"Será que não vai acordar de madrugada chamando pela mãe?"Depois cedi, como todo amor faz.
Linda, chegou desarrumando a sacola e agasalhando seus pertences em cada lugar onde guardo meus objetos semelhantes:Calcinhas multicoloridas na primeira gaveta, perfume (cheirinho de bebê) na porta do meio do guarda-roupa etc.
Trouxe uma roupa de dormir parecida com a minha (sei bem que essa escolha foi dela)
Me ajudou a colocar o colchão no chão, o que fica por cima de minha cama ortopédica (e dura à beça!) e lá me fez o convite: "vamos desenhar, Didinha!" - Vamos!
Como é bom voltar à infância com meu bichinho!!!
Já quase às 23h pediu pra ver desenho. Eu atendi.Às 23h30 um gagauzinho. Eu preparei.
Em seguida lembrou que não tinha bebido água quando chegou. Levantei e fui buscar.
Daí então pediu que eu cantasse uma musiquinha. Então ouviu "Aos olhos do Pai"Depois me abraçou, me beijou, pediu a "bença" e dormiu.
Às 3 acordou e quando eu pensei que ela chamaria a mãe, chamou: "Didinha!!!"
- Eu tô aqui fifilha!
- Deita aqui perto do meu lado.
Eu deitei.
- Didinha me embulha.
Eu "embulhei" e ouvi a coisa mais linda do mundo depois que ela me abraçou:
"Didinha me poteje..."
- Claro, minha filhinha que eu portejo você! Vou protejer você sempre! Nunca, ninguém lhe fará mal. EU PROMETO!
terça-feira, 10 de maio de 2011
A melhor parte de mim
A melhor parte de mim mora no meu coração.
Uma inquilina espaçosa, que ocupa quase todo o imóvel e só se preocupa em amar.
A melhor parte de mim tem a inocência de uma criança, e por isso canta e dança alegremente ao som de suas melodias preferidas.
A melhor parte de mim tem orgulho de um quadro com 3 fotos na parede.
A melhor parte de mim pouco ou quase nada estudou. Não formou-se em letras, quiçá em psicologia ou economia, profissões que inundavam seus sonhos.
A melhor parte de mim é aquela que faz o melhor feijão do mundo.
A melhor parte de mim é aquela que passou por uma rejeição maternal, abandono marital e nem mesmo assim desistiu de ser feliz.
A melhor parte de mim tem uma fé inabalável e reza sempre pra que as coisas que Deus colocou em nossos caminhos deem bons frutos.
A melhor parte de mim não é professora, mas é a melhor educadora que se pôde ter. Ensinou-me a amar, a ter fé, a ser honesta, a ter juízo (mesmo que por vezes não cumprido), a ser tolerante e, principalmente a perdoar, mesmo que eu tenha aprendido isso um pouco tarde.
A melhor parte de mim é justamente aquela que conta a mesma história duas, três quatro vezes e é melhor que eu escute.
A melhor parte de mim é justamente o que em mim é eterno porque pra mim o cordão umbilical nunca foi cortado, pois não há mãe que, definitivamente, rompa os laços com sua cria, do contrário, não seria uma dádiva de Deus.
A melhor parte de mim é a que mais amo no mundo:
É Maria de Nazaré!
Uma inquilina espaçosa, que ocupa quase todo o imóvel e só se preocupa em amar.
A melhor parte de mim tem a inocência de uma criança, e por isso canta e dança alegremente ao som de suas melodias preferidas.
A melhor parte de mim tem orgulho de um quadro com 3 fotos na parede.
A melhor parte de mim pouco ou quase nada estudou. Não formou-se em letras, quiçá em psicologia ou economia, profissões que inundavam seus sonhos.
A melhor parte de mim é aquela que faz o melhor feijão do mundo.
A melhor parte de mim é aquela que passou por uma rejeição maternal, abandono marital e nem mesmo assim desistiu de ser feliz.
A melhor parte de mim tem uma fé inabalável e reza sempre pra que as coisas que Deus colocou em nossos caminhos deem bons frutos.
A melhor parte de mim não é professora, mas é a melhor educadora que se pôde ter. Ensinou-me a amar, a ter fé, a ser honesta, a ter juízo (mesmo que por vezes não cumprido), a ser tolerante e, principalmente a perdoar, mesmo que eu tenha aprendido isso um pouco tarde.
A melhor parte de mim é justamente aquela que conta a mesma história duas, três quatro vezes e é melhor que eu escute.
A melhor parte de mim é justamente o que em mim é eterno porque pra mim o cordão umbilical nunca foi cortado, pois não há mãe que, definitivamente, rompa os laços com sua cria, do contrário, não seria uma dádiva de Deus.
A melhor parte de mim é a que mais amo no mundo:
É Maria de Nazaré!
sábado, 2 de abril de 2011
Tá brincando, né palhaço?
É foda! Não há termo mais adequado pra começar esse post que: É foda! Eu até repito.
Entro em certos gabinetes parlamentares pela manhã e dou de cara como uma recém aspirante a recepcionista trajando uma calça da Gang, um tamanco Azzaléia e um corpete com um "brêize" por cima se achando a "assessora" do caralho, e numa mistura de auto afirmação, ignorância e "se achismo" faz uma amiga minha esperar sentada por incontáveis minutos até que se decida a anunciar sua presença a quem era de interesse. Talvez estivesse tentando soletrar Andrea, nome difícil de ser escrito. Não, não estou fazendo sobreposições de importância, já que somos iguais diante da lei dos homens e da de Deus. Falo de arrogância e incompetência.
Porra, tenha santa paciência! Ao menos se dê o trabalho de ser educada, o "cargo" exige.
De noite abro a janela do msn e pula uma janelinha imebcíl dizendo:
"Tiririca. Acompanhe a sua trajetória parlamentar".
Porra2, me oferece laxante que é mais bem vindo!! Isso sim é que é palhaçada. Que passem a viver numa masmorra todos os seus sábios eleitores. Ninguém há de me convencer que isso foi voto de protesto. Isso é o voto da eterna ignorância, isso sim!
Pra fechar o dia ligo a TV e o Pânico me diz:
"Não percam daqui há pouco no sei lá o que fish (quadro do programa) Geisy Arruda"
Porra 3, quem precisa de arruda sou eu! Não somente isso: um sal grosso, um banho de mijo chôco e mais umas garrafadas da Dona Cheirosa lá do Verópa.
Ei Kadafi, Sadan, tem um prédio em São Paulo chamado Uniban e duas torres, tão gêmeas quanto a que foi derrubada por um de vocês, em Brasília. Será que vocês podem dar um jeitinho pra mim??? Ops, pra nós brasileiros sofredores....Ajudaria um bocado.
Meus heróis bem que poderiam parar de morrer de overdose e a Chorelma parar de cantar já que ela balança tanto o cabelo e a cabeça...
Ah, ainda tem um tal de Bolsonaro (pra mim BOSTONAURO, mistura de bosta com dinossauro), que não para de bostejar por aí...
Como dizia certo personagem novelesco: "Humanidade podre!!" e Zé Simão: "Por hoje é só, vou pingar meu colírio alucinógeno"
Entro em certos gabinetes parlamentares pela manhã e dou de cara como uma recém aspirante a recepcionista trajando uma calça da Gang, um tamanco Azzaléia e um corpete com um "brêize" por cima se achando a "assessora" do caralho, e numa mistura de auto afirmação, ignorância e "se achismo" faz uma amiga minha esperar sentada por incontáveis minutos até que se decida a anunciar sua presença a quem era de interesse. Talvez estivesse tentando soletrar Andrea, nome difícil de ser escrito. Não, não estou fazendo sobreposições de importância, já que somos iguais diante da lei dos homens e da de Deus. Falo de arrogância e incompetência.
Porra, tenha santa paciência! Ao menos se dê o trabalho de ser educada, o "cargo" exige.
De noite abro a janela do msn e pula uma janelinha imebcíl dizendo:
"Tiririca. Acompanhe a sua trajetória parlamentar".
Porra2, me oferece laxante que é mais bem vindo!! Isso sim é que é palhaçada. Que passem a viver numa masmorra todos os seus sábios eleitores. Ninguém há de me convencer que isso foi voto de protesto. Isso é o voto da eterna ignorância, isso sim!
Pra fechar o dia ligo a TV e o Pânico me diz:
"Não percam daqui há pouco no sei lá o que fish (quadro do programa) Geisy Arruda"
Porra 3, quem precisa de arruda sou eu! Não somente isso: um sal grosso, um banho de mijo chôco e mais umas garrafadas da Dona Cheirosa lá do Verópa.
Ei Kadafi, Sadan, tem um prédio em São Paulo chamado Uniban e duas torres, tão gêmeas quanto a que foi derrubada por um de vocês, em Brasília. Será que vocês podem dar um jeitinho pra mim??? Ops, pra nós brasileiros sofredores....Ajudaria um bocado.
Meus heróis bem que poderiam parar de morrer de overdose e a Chorelma parar de cantar já que ela balança tanto o cabelo e a cabeça...
Ah, ainda tem um tal de Bolsonaro (pra mim BOSTONAURO, mistura de bosta com dinossauro), que não para de bostejar por aí...
Como dizia certo personagem novelesco: "Humanidade podre!!" e Zé Simão: "Por hoje é só, vou pingar meu colírio alucinógeno"
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Em homenagem ao 1º de abril
Samba do Grande Amor - Chico Buarque
Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Um dia a gente aprende
Já disse Shakespeare: "Um dia a gente aprende".
Na contemporaneidade...
Aprendi que quando uma pessoa é tua amiga, vai continuar sendo mesmo depois de um vacilo, mesmo depois de anos, mesmo à distância.
Aprendi que quando uma pessoa tá interssada em você ela não faz charme só pra se mostrar, ela demonstra o que quer ficando feliz simplesmente com tua presença.
Aprendi que fazer novos amigos é sempre uma graça, mas que somente os melhores sobrevivem.
Aprendi que verdadeiramente quando tudo tá uma merda, quando todos parecem te abandonar, quando tudo parece conspirar contra, a minha mãe deita a meu lado, me oferece uma sopa e segura meu pé. E isso faz com que eu me reerga e enfrente tudo.
Aprendi que sempre sou a única responsável por meus sentimentos, sejam eles bons ou ruins.
Aprendi que quando alguém me fere eu realmente tenho dificuldades em olhar da mesma forma pra essa pessoa e que mesmo com toda a minha fé, prudência e raciocínio tudo muda. E aprendi a não me punir por isso.
Aprendi que quando tô triste o melhor a se fazer é ouvir a música que curto no momento. devorando uma barra de chocolate.
Aprendi que por mais que eu queira, por mais que eu goste, a fase da empolgação acaba mais rápido do que suponho, o que fica é exatamente aquilo que terá importância pra mim a vida toda.
Aprendi que pra vida toda vai doer ter desistido do meu sonho e que por isso devo sonhar coisas novas. Não como substituição (não há substituição para os sonhos), mas como motivo pra lutar.
E nessa substituição incluo o fato do amor que não vale a pena ficar guardado já que deve ser via de mão dupla, e se não o é, que se transforme em energia para ser abrigada por outras pessoas.
Aprendi que não devo estar sempre disposta a resolver os problemas do mundo, pois sempre estou só para resolver os meus.
Aprendi que não tenho o direito de chorar e que talvez pela falta ou excesso de prática esse rio secou.
Aprendi que sou muito mais racional que passional.
Aprendi que não me importo se as pessoas vão gostar ou não de mim, que não mendigo amor de ninguém e que isso me tornou mais forte.
Aprendi que todo mundo é egoísta e que mais cedo ou mais tarde vão se aproveitar de ti por algum motivo, por isso é melhor ser legal até certo ponto.
Aprendi que se você não fala você morre engasgado por suas próprias palavras.
Aprendi que a melhor forma de descarregar emoções é no papel.
Aprendi que eu sou importante para mim sempre e para os outros só quando lhes convem.
Aprendi que quando rezamos com fé e sinceridade e por uma causa justa sempre somos atendidos. Aliás, a fé é o remédio mais poderoso que podemos usar para o tratamento de qualquer dor.
Aprendi a ter certeza, a jamais duvidar do amor de Deus por mim.
Aprendi que Erasmo Carlos não tem razão e que o clichê é que está certo: é melhor estar só a mal acompanhada.
Aprendi que conhecimento é alimento precioso que ninguém nos rouba e quem quiser tem que buscar o seu.
Aprendi a acreditar na minha intuição, porque todas as vezes que não a segui eu me ferrei.
Aprendi que não consigo, ainda que tente, ter a menor paciência com gente imbecil, mau caráter e que vive de aparências.
Aprendi que devo continuar aprendendo para ter o que dizer a quem tiver a paciência de me ler.
Na contemporaneidade...
Aprendi que quando uma pessoa é tua amiga, vai continuar sendo mesmo depois de um vacilo, mesmo depois de anos, mesmo à distância.
Aprendi que quando uma pessoa tá interssada em você ela não faz charme só pra se mostrar, ela demonstra o que quer ficando feliz simplesmente com tua presença.
Aprendi que fazer novos amigos é sempre uma graça, mas que somente os melhores sobrevivem.
Aprendi que verdadeiramente quando tudo tá uma merda, quando todos parecem te abandonar, quando tudo parece conspirar contra, a minha mãe deita a meu lado, me oferece uma sopa e segura meu pé. E isso faz com que eu me reerga e enfrente tudo.
Aprendi que sempre sou a única responsável por meus sentimentos, sejam eles bons ou ruins.
Aprendi que quando alguém me fere eu realmente tenho dificuldades em olhar da mesma forma pra essa pessoa e que mesmo com toda a minha fé, prudência e raciocínio tudo muda. E aprendi a não me punir por isso.
Aprendi que quando tô triste o melhor a se fazer é ouvir a música que curto no momento. devorando uma barra de chocolate.
Aprendi que por mais que eu queira, por mais que eu goste, a fase da empolgação acaba mais rápido do que suponho, o que fica é exatamente aquilo que terá importância pra mim a vida toda.
Aprendi que pra vida toda vai doer ter desistido do meu sonho e que por isso devo sonhar coisas novas. Não como substituição (não há substituição para os sonhos), mas como motivo pra lutar.
E nessa substituição incluo o fato do amor que não vale a pena ficar guardado já que deve ser via de mão dupla, e se não o é, que se transforme em energia para ser abrigada por outras pessoas.
Aprendi que não devo estar sempre disposta a resolver os problemas do mundo, pois sempre estou só para resolver os meus.
Aprendi que não tenho o direito de chorar e que talvez pela falta ou excesso de prática esse rio secou.
Aprendi que sou muito mais racional que passional.
Aprendi que não me importo se as pessoas vão gostar ou não de mim, que não mendigo amor de ninguém e que isso me tornou mais forte.
Aprendi que todo mundo é egoísta e que mais cedo ou mais tarde vão se aproveitar de ti por algum motivo, por isso é melhor ser legal até certo ponto.
Aprendi que se você não fala você morre engasgado por suas próprias palavras.
Aprendi que a melhor forma de descarregar emoções é no papel.
Aprendi que eu sou importante para mim sempre e para os outros só quando lhes convem.
Aprendi que quando rezamos com fé e sinceridade e por uma causa justa sempre somos atendidos. Aliás, a fé é o remédio mais poderoso que podemos usar para o tratamento de qualquer dor.
Aprendi a ter certeza, a jamais duvidar do amor de Deus por mim.
Aprendi que Erasmo Carlos não tem razão e que o clichê é que está certo: é melhor estar só a mal acompanhada.
Aprendi que conhecimento é alimento precioso que ninguém nos rouba e quem quiser tem que buscar o seu.
Aprendi a acreditar na minha intuição, porque todas as vezes que não a segui eu me ferrei.
Aprendi que não consigo, ainda que tente, ter a menor paciência com gente imbecil, mau caráter e que vive de aparências.
Aprendi que devo continuar aprendendo para ter o que dizer a quem tiver a paciência de me ler.
terça-feira, 29 de março de 2011
*Capítulo VII - Assim caminha a humanidade
"A paz do indivíduo é a paz do mundo" (Vítor Ramil)
"...Venho refletindo muito sobre as solidões. Sei que viver é uma experiência individual porque, ainda que participemos de rituais coletivos, festas, danças, crenças, enterros, viver é uma experiência particular, é por dentro de cada um que ela passa, a vida. Prova disso é que, sozinhos, enfrentamos o nascimento e a morte. Estamos diante desses eventos ainda que mais gente coadjuve ou figure no ambiente. Quem nasce e morre é quem sabe. Cada um tem diante dela o seu espanto, o seu jeito de recebê-la, manejá-la, conduzi-la, sonhá-la. Mesmo tendo para muitos tanta importância o par, em especial o par romântico, é fundamental nosso autoconhecimento, nossa conversa particular com a gente mesmo. É isso que faço quando escrevo, por exemplo. Falo para os outros, mas o primeiro destinatário sou eu. Escrevo para trazer notícias de mim a mim e mais uns esclarecimentos sobre os processos humanos que podem servir para mim e para o outro. Mas esse negócio de a gente se dar bem com a gente mesmo, conhecer nossos rascunhos, ter intimidade com os próprios bastidores, nos leva a viver em estado de permanente harmonia em nosso casulo. O que quero dizer é que se o homem está em guerra consigo mesmo, há uma grande probabilidade de ele reproduzir esta guerra com os outros. E o risco é de todos. O bom mesmo é a gente se pegar pela mão e levar para um bom passeio pela vida da vida, solto no acaso, mas, atento, sonhador, também escrevendo o próprio roteiro. Fiquemos atentos aos nossos cóleras, aos nossos ódios, para que não se tornem remorsos, às nossas raivas para que não se acumulem. São sentimentos que existem, são reais, todos sentimos, mas, pelo tanto que amargam a boca, vê-se logo que não foram feitos para durar. Por isso, dos ingredientes desse enredo, proponho que o AMOR seja, além de protagonista, a mais poderosa liga da mistura".
*Do livro "Parem de Falar Mal a Rotina" da brilhante, maravilhosa, linda e lúcida Elisa Lucinda.
Não preciso dizer mais nada, esse texto é perfeito!
segunda-feira, 28 de março de 2011
Uma questão de escolha - Pe. Fábio de Melo
O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las. Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples... Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que escolhemos dizer. É simples...
domingo, 27 de março de 2011
O psicopata dormia ao lado
Sempre relutei muito em escrever sobre o assunto. Era tão cruel pra mim achar que tava eternizando uma história que deveria ser apagada dos meus quintais, ainda que nunca tivesse problema algum em contá-la pra quem eu desse a oportunidade de me conhecer. Escrever aqui não será uma forma de torná-la pública já que por aqui poucos passam, mas uma maneira de mostrar esclarecimentos de fatos.
Sempre detestei pessoas com desvios de caráter, personalidade, olhar. Defeitos, ok, afinal, que não os tem? Mas há coisas que não são suportáveis.
Estou lendo um livro que jamais pensei em comprar considerado tratar-se de um "best seller" e eu ter certo preconceito (na verdade dúvida) sobre a qualidade do que alí é narrado. Mas eis que minha vida sempre foi permeada por pessoas um tanto quanto incomuns, por assim dizer. Ok, adquiri recentemente Mentes Perigosas, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa.
Jamais pensei que me encontraria, ou melhor, encontraria a minha história dentro de um livro que vive a me dizer: "o perigo mora ao lado". Pena ter descoberto isso um pouco tarde.
Eu já sofri tortura psicológica.
Dra. Ana (assim irei chamá-la) me mostrou que eu dormi com o inimigo por quase dois anos. Uma situação que me arrancou o que mais prezo: minha personalidade. É engraçado que essa fase da minha vida que se passou há mais ou menos uns sete anos é como se não tivesse existido. É como se eu tivesse feito parte de um elenco novelesco. Eu nao era eu.
Claro, como qualquer macho alfa no começo ele era um poço de gentileza. Me cobria de elogios, mimos, afagos, dizia que eu era tudo em sua vida. Uma fase em que eu nunca me vi tão perfeita, pois tudo em mim o "encantava", o deixava em estado de êxtase. Eu era "a mulher da sua vida" e, por incrível que pareça eu assim me sentia.
Certa vez fizemos uma viagem em que em um acidente eu quase quebrei a cabeça. Ele enlouqueceu, ligou pra irmã pra que alugasse um helicóptero pra me resgatar já que estávamos há 7 horas de barco de Belém. Mas não foi necessário, eu achei tudo um exagero e fiz o trajeto de volta com a faixa do Daniel San na testa entre canoa, barco, táxi, ônibus carro eo dobro da vieagem.
Com seis meses de namoro resolvemos acordar juntos todos os dias e foi quando o príncipe virou...o psicopata. Sim, eu tive um psicopata em minha vida que me transfrmou das piores formas que um homem pode transformar uma mulher:
O macho alfa se achava o cara mais inteligente do sistema solar e fazia com que eu acreditasse que era burra (bom, mas nessa época fui mesmo). O ciúme começou a se tranformar em doença, em possessão, em obssessão e isso fez com que me obrigasse a mudar completamente meus hábitos:
As saias jeans ficaram na casa da minha mãe. Imagina, saias jeans e curtas como as minhas somente as putas usavam. Foram todas substituídas por saias de tecido abaixo dos joelhos. Maquiagem? Nem pensar! Pra quê se enfeitar pra ir ao trabalho ou à faculdade se o homem a quem interessava minha "beleza" estava em casa. Adeus batons, rímel, blush, sombras e etc., que venha o bom e básico gloss. Mais do que sou, fui aumentado o meu estado de...sem graça, escondida em um rosto e em roupas que nada tinham a ver comigo. Engordei 10kg, afinal, nossos passeios eram sempre para reuniões gastronômicas na família...dele.
Quando saía pra visitar minha mãe em poucos minutos ele ligava e dizia: "vá pra casa, você já não viu sua mãe?". E lá ía eu ou quem quer que habitasse em mim nessa época.
Me afastei dos amigos, que por sua vez também se afastaram de mim. Ninguém o suportava, ninguém me suportava. Apenas a Betinha jamais desistiu de mim mesmo quando ouvia os piores absurdos do mundo do Sr.Psicolouco. Acho que era o único momento em que eu tinha paz.
Com o tempo, as coisas foram se agravando. Descobri que além de tudo, o cara tinha perseguições espirituais e se aproveitava disso pra fazer de mim sua vítima.
Dizia o doente que seus amigos de outros mundo me contavam tudo o que eu fazia antes dele ter "me resgatado" da "vida mundana". E algumas coisas até eram verdade, com riqueza de detalhes queme impressionavam e que eu negava até a morte. Ainda bem...
No começo ele até disfarçava a sua antipatia mas depois de certo tempo não fez mais questão, parecia ter orgulho de ser estúpido e desagradável comigo e com os outros. Doente, fazia-me acretidar que eu deveria cuidar dele "até que a morte nos separasse". E assim eu fazia, principalmente quando ele recebia espíritos que me olhando com ódio me diziam que nós não deveríamos ficar juntos e que eles fariam de tudo pra nos separar (por que esses imbecis não fizeram isso logo???). E depois que partiam eu era obrigada a ver o dia clarear entoando um trecho bíblico para que meu paciente dormisse, mas eu não tinha esse direito.
Ele era frio, estúpido e viva a me dizer empropérios, como seeu fosse a pior das criaturas e ele, apenas um andar abaixo de Deus.
Eu não conseguia sair da relação, pois ele me fazia acreditar em infelicidade, solidão e que jamais alguém iria me querer como ele me quis. E eu acreditava. Estava cega, surda, muda. Eu deixei de ser uma mulher pra me transformar em um hiato de apenas 25anos de idade, sem sonho e sem vontade de viver. Juro, não sabia quando, como, onde aquilo iria parar mas seguia inerte até que Deus cansou de me ver sofrer e enviou uma amante pra vida dele que descobri em um sábado de alforria, às vésperas do dia das mães, mas acho que era dia de Nossa Senhora.
Não preciso contar o episódio de tão terrível que foi. Não, ele não me bateu, mas se o tivesse feito talvez tivesse dóído menos por tudo o que ouvi, mas enfim....estou livre e ele continua sem cura, Dra. Ana me disse que os psicpopatas não têm cura, eles apenas colecionam vítimas.
Existem muitas histórias que vivi com esse cidadão que comprovam a sua psicopatia, mas devo poupar meus poucos e adoráveis leitores disso. Um dia eu precisava registrar e o Mentes Perigosas me ajudou, melhor que isso, está me fazendo mais atenta já que as características descritas pela autora ocorrem em 90% dos casos, ou seja, a qualquer sinal de desvio de conduta eu dou no pé.
Depois desse hiato, eu nunca mais deixei de ser feliz. Eu merecia!
Leiam o livro. Recomendo.
Sempre detestei pessoas com desvios de caráter, personalidade, olhar. Defeitos, ok, afinal, que não os tem? Mas há coisas que não são suportáveis.
Estou lendo um livro que jamais pensei em comprar considerado tratar-se de um "best seller" e eu ter certo preconceito (na verdade dúvida) sobre a qualidade do que alí é narrado. Mas eis que minha vida sempre foi permeada por pessoas um tanto quanto incomuns, por assim dizer. Ok, adquiri recentemente Mentes Perigosas, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa.
Jamais pensei que me encontraria, ou melhor, encontraria a minha história dentro de um livro que vive a me dizer: "o perigo mora ao lado". Pena ter descoberto isso um pouco tarde.
Eu já sofri tortura psicológica.
Dra. Ana (assim irei chamá-la) me mostrou que eu dormi com o inimigo por quase dois anos. Uma situação que me arrancou o que mais prezo: minha personalidade. É engraçado que essa fase da minha vida que se passou há mais ou menos uns sete anos é como se não tivesse existido. É como se eu tivesse feito parte de um elenco novelesco. Eu nao era eu.
Claro, como qualquer macho alfa no começo ele era um poço de gentileza. Me cobria de elogios, mimos, afagos, dizia que eu era tudo em sua vida. Uma fase em que eu nunca me vi tão perfeita, pois tudo em mim o "encantava", o deixava em estado de êxtase. Eu era "a mulher da sua vida" e, por incrível que pareça eu assim me sentia.
Certa vez fizemos uma viagem em que em um acidente eu quase quebrei a cabeça. Ele enlouqueceu, ligou pra irmã pra que alugasse um helicóptero pra me resgatar já que estávamos há 7 horas de barco de Belém. Mas não foi necessário, eu achei tudo um exagero e fiz o trajeto de volta com a faixa do Daniel San na testa entre canoa, barco, táxi, ônibus carro eo dobro da vieagem.
Com seis meses de namoro resolvemos acordar juntos todos os dias e foi quando o príncipe virou...o psicopata. Sim, eu tive um psicopata em minha vida que me transfrmou das piores formas que um homem pode transformar uma mulher:
O macho alfa se achava o cara mais inteligente do sistema solar e fazia com que eu acreditasse que era burra (bom, mas nessa época fui mesmo). O ciúme começou a se tranformar em doença, em possessão, em obssessão e isso fez com que me obrigasse a mudar completamente meus hábitos:
As saias jeans ficaram na casa da minha mãe. Imagina, saias jeans e curtas como as minhas somente as putas usavam. Foram todas substituídas por saias de tecido abaixo dos joelhos. Maquiagem? Nem pensar! Pra quê se enfeitar pra ir ao trabalho ou à faculdade se o homem a quem interessava minha "beleza" estava em casa. Adeus batons, rímel, blush, sombras e etc., que venha o bom e básico gloss. Mais do que sou, fui aumentado o meu estado de...sem graça, escondida em um rosto e em roupas que nada tinham a ver comigo. Engordei 10kg, afinal, nossos passeios eram sempre para reuniões gastronômicas na família...dele.
Quando saía pra visitar minha mãe em poucos minutos ele ligava e dizia: "vá pra casa, você já não viu sua mãe?". E lá ía eu ou quem quer que habitasse em mim nessa época.
Me afastei dos amigos, que por sua vez também se afastaram de mim. Ninguém o suportava, ninguém me suportava. Apenas a Betinha jamais desistiu de mim mesmo quando ouvia os piores absurdos do mundo do Sr.Psicolouco. Acho que era o único momento em que eu tinha paz.
Com o tempo, as coisas foram se agravando. Descobri que além de tudo, o cara tinha perseguições espirituais e se aproveitava disso pra fazer de mim sua vítima.
Dizia o doente que seus amigos de outros mundo me contavam tudo o que eu fazia antes dele ter "me resgatado" da "vida mundana". E algumas coisas até eram verdade, com riqueza de detalhes queme impressionavam e que eu negava até a morte. Ainda bem...
No começo ele até disfarçava a sua antipatia mas depois de certo tempo não fez mais questão, parecia ter orgulho de ser estúpido e desagradável comigo e com os outros. Doente, fazia-me acretidar que eu deveria cuidar dele "até que a morte nos separasse". E assim eu fazia, principalmente quando ele recebia espíritos que me olhando com ódio me diziam que nós não deveríamos ficar juntos e que eles fariam de tudo pra nos separar (por que esses imbecis não fizeram isso logo???). E depois que partiam eu era obrigada a ver o dia clarear entoando um trecho bíblico para que meu paciente dormisse, mas eu não tinha esse direito.
Ele era frio, estúpido e viva a me dizer empropérios, como seeu fosse a pior das criaturas e ele, apenas um andar abaixo de Deus.
Eu não conseguia sair da relação, pois ele me fazia acreditar em infelicidade, solidão e que jamais alguém iria me querer como ele me quis. E eu acreditava. Estava cega, surda, muda. Eu deixei de ser uma mulher pra me transformar em um hiato de apenas 25anos de idade, sem sonho e sem vontade de viver. Juro, não sabia quando, como, onde aquilo iria parar mas seguia inerte até que Deus cansou de me ver sofrer e enviou uma amante pra vida dele que descobri em um sábado de alforria, às vésperas do dia das mães, mas acho que era dia de Nossa Senhora.
Não preciso contar o episódio de tão terrível que foi. Não, ele não me bateu, mas se o tivesse feito talvez tivesse dóído menos por tudo o que ouvi, mas enfim....estou livre e ele continua sem cura, Dra. Ana me disse que os psicpopatas não têm cura, eles apenas colecionam vítimas.
Existem muitas histórias que vivi com esse cidadão que comprovam a sua psicopatia, mas devo poupar meus poucos e adoráveis leitores disso. Um dia eu precisava registrar e o Mentes Perigosas me ajudou, melhor que isso, está me fazendo mais atenta já que as características descritas pela autora ocorrem em 90% dos casos, ou seja, a qualquer sinal de desvio de conduta eu dou no pé.
Depois desse hiato, eu nunca mais deixei de ser feliz. Eu merecia!
Leiam o livro. Recomendo.
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