sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Haiti não é mais aqui

No texto anterior falava sobre correntes, em especial a de solidariedade, antes da tragédia haitiana.
As cenas que tenho assistido nos telejornais têm me deixado com um enorme aperto no peito.
Um país já tão calejado como o Haiti sofrer um fenômeno desses é de estraçalhar o coração.
Porto Príncipe foi às ruínas. São corpos mutilados por todos os cantos. Espalhados e em decomposição pelas ruas da cidade, tornando o ambiente ainda mais vulnerável, fétido, irrespirável, inabitável. Faltam água, luz, segurança, comida, hospital, remédios...tudo o que há de mais essencial.
Já não bastasse a miséria e o título de ser o país mais pobre do planeta, fonômenos naturais trataram de piorar as coisas.
No meio de todo esse absurdo, de toda essa tragédia, uma parte do noticiário me chama atenção: um caminhão carregado com água em sacos de 250ml entra na cidade e é saqueado. Pessoas aos socos, pontapés e empurrões se esforçam para conseguir um mísero saquinho daqueles que, absurdamente, seria VENDIDO! Como pode? Estamos falando de água! Estamos falando de um país arrazado, derrotado, embaixo de poeira, fedor e escombros. Onde milhares morrem de fome e sede, uma criatura se dispões a VENDER água. É de desmaterializar qualquer pessoa!
Não me cabe julgar, mas se se dispôs a ir até lá com seu caminhão, seu combustível, seus saquinhos devidamente separados é porque (entendo eu) tem condições para isso, e usa esse privilégio para ainda se aproveitar em meio ao caos. É nojento!
Entretando, parabenizo e acho louvável a atitude daqueles que estão enviando ajuda ao país arrazado; àqueles que continuam fazendo parte das forças de paz; àqueles que desenvolvem projetos de ajuda, como Zilda Arns desenvolveu e trabalhou por tantos anos em prol daquele povo. Deus há de recompensá-los. Mas, apesar dessa corrente de solidariedade existir, espero que não seja apenas uma febre que logo passa.
Ontem ouvia Padre Fábio e Gabriel Chalita (dois seres humanos que admiro) falando sobre o problema e sobre uma maneira de ajuda. Eles falavam que uma boa forma de oferecer ajuda será quando as coisas estiverem mais amenas e muitos já estiverem esquecidos do Haiti, mesmo que o país ainda precise. Será quando uma nova corrente, iniciada por eles e por outras pessoas, dará continuidade à ajuda, ao apoio.
Achei interessante. Parabenizo-os também.
E você? O que pode fazer? Pode ao menos, antes de dormir, rezar (orar) por aqueles que estão por lá, mortos ou vivos. Aos mortos, por suas almas, para que descansem em paz. Aos vivos, pelo poder de solidariedade; pela força de vontade em ajudar a reconstruir aquele país; pela força que tiram, sabe-se lá de onde, para continuarem a viver, a manifestar de alguma forma o dom que foi dado por Deus.
Isso você não pode negligenciar.
Lembre-se de Deus, Ele não dorme. Mesmo com toda a tragédia, Ele não dormia. E é Ele, somente Ele, que pode segurar nos braços cada cidadão naquele país, e também você.

Claudiana Soares

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Repasse, se quiser. Não quebre a corrente!

Eu não sei como ainda estou viva. Como uma desgraça ainda não se abateu sobre minha cabeça de tanta corrente que "quebro".
Olho com frequencia minha caixa de emails e fico louca quando encontro um email do tipo "REPASSE URGENTE", "NÃO QUEBRE A CORRENTE". Será que as pessoas ainda não perceberam a inutilidade disso?! Eu, heim! E as promessas para quem não faz o que é pedido são as mais absurdas possíveis: "você sofrerá um acidente", "alguém de sua família vai morrer", "você terá uma grande decepção na vida". Vá de retro! Sem contar aqueles que dizem: "envie a 973 pessoas e você verá o que vai aparecer na tela". Maninho, se na tua tela rolar um reflexo, tu estás ferrado, porque vai aparecer a tua cara de idiota.
Daí quando esses emails chegam, tu observas quantos foram "contemplados" com a correntinha do mal. Dá vontade de rir, sinceramente...
Veja bem, meu povo, se querem enviar um email pra alguém, aproveita pra matar saudade de quem não falas, não vês há tempos, e manifesta com tuas próprias palavras o que sentes por esta pessoa. Se for o caso, pede desculpas (sim, porque nem sempre temos coragem de fazê-lo ao vivo), ou então xinga o desgraçado pela mesma falta de coragem.
Do contrário, o mundo tem tanto autor interessante, que escreveu tanta coisa bonita, é só fazer Ctrl+C/ Ctrl+V que tu podes ter a chance de melhorar o dia do teu amigo com uma mensagem, uma palavra, um consolo. Afinal, como disse um dia o poeta: "O mundo anda tão complicado"; as pessoas andam tão necessitadas de afeto, de solidariedade, de colo. Não piore as coisas. Já imaginou se, casualmente, a coisa dá errado pro cara mesmo!? Lá vai vossa senhoria causar trauma na cabeça alheia por conta de uma coincidência.
Pense bem, se for pra enviar corrente, envie a corrente do bem. Faça a corrente do bem! Reúna seus amigos para uma ação solidária, pra ajudar a quem precisa, pra fazer, ao menos por um dia, alguém sorrir e, a partir de então, não quebre a corrente. É só olhar para o lado, não custa nada distribuir os bons sentimentos que você possui!
Ah, e...quantos às desgraças, morando no país em que moramos, com os governantes que temos, não tem como ficar pior, né gente?!
Vá lá, cuide da sua vida, com seus sabores e dissabores, quedas e saltos, lágrimas e sorrisos e tudo o que ela tiver pra te oferecer. E seja digno. É o que vale!


Beijos e queijos!
Claudiana Soares

P.S: quanto a mim, sempre ando vestida com as armas de Jorge! Não perca seu tempo me enviando porcarias!

sábado, 9 de janeiro de 2010

?!

O meu vai para pessoas medíocres que insistem em habitar o meu país. Vai para o político que é safado. Vai para o "comum" desonesto. Vai para os puxa-sacos de plantão. Vai para os mentirosos insistentes. mas vai principalmente para os mestres na arte de puxar o tapete dos outros. Pra estes um sonoro: VAI TOMAR NO CÚ!
É horrível essa sensação escrota de revolta que te engasga o grito, aperta o peito e te faz impotente. Sim, porque os desejosos e invejosos do sucesso alheio tem o poder de te deixar mal.
As cenas que constantemente vemos retratadas em momentos novelescos são reprodução da realidade, pois os vilões estão em todos os cantos, substituindo competentes; destruindo lares felizes; dilapidando esperanças e sonhos; vestidos em peles de cordeiro;aproveitando-se da tua bondade e da tua honestidade.
Quando chegam na tua vida, é de mansinho. Mas quando saem, levam tudo o que tens. Sim, porque o certo é livrar-se dessas criaturas. E deixam marcas que farão parte da tua vida por um bom tempo, ou pior, nunca te abandonarão. Como uma cicatriz de corte profundo, de dor amarga, de dor demasiadamente doída. E tu és obrigado a, na marra, seguir em frente, tocar tua vida, dar teu jeito. Enquando o desgraçado toma posse do que é teu, ri nas tuas costas, aproveita-se daquilo que pra ti foi feito.
Tu és obrigado a passar por momentos ruins porque um ser sem escrúpulos faz parte do país que tu sonhas melhor, queres melhor e te esforças pra que isso seja real.
Trabalhas ou/e estudas pra melhorar tua vida e para dar o melhor que podes aos teus, mas tem sempre um mísero alguém que insiste em pular etapas, passar a frente, furar a fila.
Meu Deus, que país, que pessoas são essas que por aqui habitam??
Socorram-me!!!!
Daí tu fazes a tua parte, pra fazer diferente, mas acabas sendo a andorinha solitária em terras tsunâmicas, onde "malandro é malandro e mané é mané". Ainda por cima tens que aturar esses rótulos: mané, otário, besta, leso! Meus Deus! Será que tem que ser o contrário? Devemos nós, os bons, nos transformar em maus pra viver nesse mundo cão, enquanto que os maus, os oportunistas ficam cada vez mais piores??
Não, não, não pode ser!
Puxa o tapete de um aqui, engana o outro ali, sacaneia outros por lá e "quem for podre que se quebre".
Eu não quero! Eu não posso! Eu não devo me acostumar com isso!
Eu quero saber onde fica o Vilarejo da Marisa Monte, o lugar bonito além do horizonte do Roberto Carlos. Eu quero ficar longe dessa gente. Mas sei que alguns dirão: "acorda, Alice! Aqui não é o país das maravilhas". E não é mesmo, é o país dos oportunistas e das desigualdades. De um lado da rua, pai e filho almoçam mangas, do outro, pais abastados pegam seus filhos em escolas particulares.
E a falta de boa vontade, honestidade e solidariedade prevalecem.
Brasil, não é um país de povo alegre, é um país de palhaços.
Por hoje deu!

Claudiana Soares

P.S: Foi por amor e por verdade que escrevi o que escrevi, meu irmão. Saiba que não te abandonarei e que prometo pagar por todas as mangas que comeste enquanto davas a oportunidade pra que eu e minha irmã estudássemos. Eu te amo!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Pesadelos

Essa semana que passou tive pesadelos terríveis, de acordar sobressaltada e pensando sobre o assunto.
Por umas três noites seguidas eu sonhei que estava casando ou que estava casada. Estranho, justo eu e meu já tão prolongado ceticismo matrimonial. Não pode. Reação do tipo tenho sempre que sonho que estou caindo ou que corro de um perigo e não tenho a velocidade pra isso. Tavez os psicólogos expliquem o fato.
O que sei é que fujo de casamento como o Cascão foje do banho (uma católica feito eu jamais diria o outro ditado. rsrs). Gata escaldada...vejo que hoje, meus anseios estudantis não combinam com um lar feliz, marido e filhos. Minha opção foi outra: ficar pra titia. Aliás, diga-se de passagem, sou corujíssima!
A única coisa que me intrigava até ontem eram os preceitos familiares cristãos: "Crescei-vos e multiplicai-vos". Mas eis que, assitindo a uma homilia do Padre Fábio pela Canção Nova ouço meu sacerdote falar sobre as palavras de São Paulo, que dizem que se não estivermos preparados totalmente, melhor que não coloquemos filhos no mundo. Ufa! Que alívio! Deu até vontade de virar devota do santo... rsrs...
E me imagino nas duas situações: casada x solteira
Casada: Aquela vidinha pacata: os casais de amigos: os "nossos" filhos e os deles, amigos que se divertem em tardes amistosas, alegres; o marido cheio de manias e eu cheia de intolerâncias; as satisfações; as insatisfações; os chifres (meu e dele, claro!). Ai, tá bom! Chega, chega! Acordei, acordei.
Solteira: Recebendo o título de mestre em linguística (sim, doutorado, só se eu não enlouquecer antes); viajando; indo pra onde quiser; fazendo o que quiser; gastando meu tempo livre e meu dinheiro comigo ou na companhia de meus amigos...
Viram a diferebça que isso representa pra mim?
Pois é, eis o porquê de dar a isso o nome de pesadelo.
O pior é que outro dia ouvi uma amiga dizer que uma criatura falou que aquela a invejava por ela ser casada.huahuahuakkkkkkkkkkkk. Mata-me de rir!
Claro, minha amiga não se abalou, nem torceu o último cílio esquerdo. Até porque a figura que bostejou isso, humm, prefiro nem comentar. Apenas digo que a acéfala não tem a menor noção do que deve ser casamento feliz! Que, por sinal, é instituição falida, meu queridos. Eu disse: fa-li-da! Doa a quem doer.
E eu? Peço a todas as forças do universo que façam com que eu pare de ter esse tipo de pesadelo, prefiro cair de verdade e ser alcançada por meus monstros. Ok?
Beijos e queijos.

Claudiana Soares

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os errose as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca".
Clarice Lispector

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz Novo Ciclo!



É, um novo ano se aproxima, e junto com ele aquelas promessas de renovações, aqueles planos...


Pra mim nada muda, o dia apenas adormece em 31/12 e amanhece em 01/01, e me pergunto: pra quê os planos de um novo ano quando se deve planejar o ano inteiro?


O ano novo pra mim e, creio que pra qualquer um, é novo exatamente no dia do nosso aniversário. É neste dia que um ciclo se fecha pra você, que uma nova etapa começa, que muitos sinais anunciam renovação, sejam eles fisicos ou psicológicos. Aprendi isso com uma amiga, que assim como eu não preza muito esta história de reveillon. Aliás, há muito este dia deixou de ter sentido, pelos motivos expostos acima.


Se é pra fazer uma avaliação, avalie sua vida por inteiro. Avalie todos os dias que você viveu. Avalie as pessoas que passaram pela sua vida; as que ficaram e o porquê de algumas terem partido. Avalie seus projetos, que não merecem esperar pelo próximo ano. Por que não começá-los agora?? Avalie a forma como tem tratado aqueles a seu redor, aqueles à margem de você e da sociedade. Avalie a forma como os outros lhe têm tratado.


Veja o quanto você cresceu espiritualmente, financeiramente (porque também é importante), profissionalmente.


Veja o quanto deixou que algo acontecesse porque resolveu esperar o próximo ano.


Veja os novos amigos que conquistou. Valem apena fazerem parte da sua vida??


Não lamente os amores que ficaram pra trás. Deus lhes deu o tempo que achou necessário para estarem juntos.


Não lamente as perdas por morte. Deus conforta a quem vai e a quem fica, e o mais bonito nessa transição é a conciência de ter sido a boa pessoa pra quem se foi. Uma boa amiga, um bom filho, uma boa neta, um bom marido...enfim. Você foi? Se a resposta for sim, dever cumprido!


Não lamente as decepções que teve, foram lições veladas que, a quem é sábio, soube ver nelas as lições que Deus tanto nos quer mostrar.


Agradeça!


A beleza de viver, de andar, de enxergar, de sorrir, de amar, de ter saúde, de ter família, de ter amigos, de ser amigo, de ter fé, de acreditar em Deus.


E se você acreditar na idéia do ano novo, fatiado, que nele prevaleçam suas prioridades, desejos e até as utopias, por nos fazerem continuar com os sonhos.


No mais, como diria o poeta: "E algum trocado pra dar garantia. E algum veneno antimonotonia"


Feliz Novo Ciclo!
Claudiana Soares


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eles querem o 13º

Foi-se o tempo em que nosso vizinho atravessava a rua, violão debaixo do braço, sorriso no rosto e se juntava a, pelo menos, mais cinco cadeiras dispostas na calçada de casa para passar a noite em seresta, entre amigos e etílicos. na calçada da direita um enorme garrafão era desenhado e, entre tapas nas costas e nos postes, os menores brincavam. E a noite se seguia entre papos e músicas (por sinal muito boas e conteudistas) até altas da madruga.
Hoje, trancamos nossas crianças na frente de play stations e alienamos seu mundo. Nosso vizinho precisa dispor de um controle para abrir o portão ultra elétrico e eletrônico da sua casa para que entremos e possamos "serestar", bater papo, enfim...
A modernidade trouxe comodismo e insegurança. A febre consumista faz com que trabalhemos mais para poder termos mais e "melhor". Passamos menos tempo com nossas famílias e chegamos ao cúmulo de dizer coisas do tipo: "olha amigos (de trabalho) nós temos de nos dar bem porque passamos mais tempo de nossas vidas no trabalho que em casa. Meu Deus, aonde vamos parar?! Se é que vamos parar.
Outro grande problema é que não somos apenas nós, trabalhadores, que desejamos consumir, consumir, consumir. Quem não trabalha, e não faz a menor questão de, também. Esses vagabundos de plantão também querem o 13º salário deles e, por conta disso, saimos de casa todos os dias, com os nervos a flor da pele e com a bolsa, carteira, vazias, porque corremos o risco de sermos interceptados por uma criatura à toa que quer se apoderar de tudo aquilo que, a duras penas, conseguimos. Aquilo que, depois de um mês inteiro (e as vezes anos) de trabalho, aturando "encheção de saco" de chefe, desleixo de funcionário ou fazendo aquilo de que não gostamos, pudemos conseguir.
Adeus bolsa, eu nem gostava desse modelo mesmo!
Adeus identidade, tava precisando trocar porque aquela foto de 1910 não dava mais.
Adeus cartões de crédito, já tava na hora de parar de gastar um pouco.
Adeus bicicleta, caminhar faz bem...
Balela! Isso tudo é pra disfarçar indignação e impotência diante de fatos tão absurdos; diante de uma criatura maldita que impunha uma arma e te ameaça a vida. Que vida, meu Deus??? Somos prisioneiros dentro de nossos próprios lares, bares e pares.
Vale um parêntese pra dizer que, junto com a modernidade consumista, temos a modernidade criminal e as coisas que viram moda nesses bandos. Pra estudar a cabeça não serve, mas pra ter a mente perversa...ô gentezinha criativa.
Foi-se o tempo em que eles queriam apenas nossos carros, motos, bicicletas. A moda agora é outra: você está lá curtindo aquele sonho com o Brad Pitt ou Angelina Jolie e eis que um indivíduo te acorda, te faz refém e começa o rapa e te diz, com a mior cara de pau do sistema solar: "não te preocupa, nós vamos levar TUDO mesmo". E lá se vão roupas, sapatos, bolsas, jóias e até porta-retratos. É gente, parece brincadeira, mas é sério. Só eu, Claudiana Soares, conheço 4 (eu disse quatro) pessoas que passaram por esse tipo de situação. Agora pensem nas estatísticas...
Bem feito pra gente, nos modernizamos e nos escravizamos.
Adeus noites de pique esconde, garrafão, elástico, bandeirinha, seresta, taco etc.
Bem vindos aos mundo cão.
E, olha, cuidado, eles estão á solta e loucos pelo décimo terceiro salário!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Homenagem aos fatos políticos brasileiros.

Só de Sacanagem! (Elisa Lucinda)

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?

Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'.

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará!

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!

Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba! E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.

Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.

Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'

E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'

Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

Sobre crenças

Uma vez lí um texto maravilhoso da minha amiga Flávia Escarlate sobre crenças. A geninha colocou no papel a essência do crer. E você? Em quem ou quê acredita???
É estranho, mas se tem uma pessoa que custa a acreditar em mim, essa pessoa sou eu. Ainda assim e apesar disso, eu sou feliz! Mais incrivel ainda é perceber que, quando não acredito, as coisas dão certo. Ok, sem rodeios, tudo isso é pra contar um "causo". Vamos ao que interessa...
Já faz uns aninhos que meus quilinhos insistem em aumentar e, por conta disso, também aumentaram o número de celulítes e do manequim, o resultado é: vergonha. Maldita estética!
Daí outro dia eis que passeia sobre minhas retinas e de mais duas amigas uma figura conhecida e desejada, de quase 1,90m de altura, vozeirão, "homão". Suspiro geral. Comentários
- "Mana, isso deve destruir uma mulher!"
- "Tu imaginas isso do teu lado? No outro dia era cadeira de rodas, minha filha"
- "kkkkkkkkkkkkkkkk!!!"
- "Esquece! Sem chance! Já viram a namorada do infeliz? Linda de morrer! Nem por desprezo ele olha pra gente!"
- "E essa cara de boçal? Ai, meu Deus!"
...
O que se seguiu foram suspiros e imaginações veladas.
Tudo certo.
Eis que resolvo debloquear meu orkut para visitas do perfil, e o que percebo é que o gigante vive a fuçar minha página pessoal. Mas, com que propósito, meu Deus?! Não poderia eu me atrever a achar que tava com interesse. Imagina. Ainda mais deposi daquele diálogo lá em cima. Seria muita pretensão. Afinal, eu não acreditaria que uma pessoa dessas, muito bem servida (ou não) estaria desejando meu corpinho de uxi.
Pois bem, as visitas se seguiram semanas após semanas, junto com elas, aquele sempre pulguinha atrás da orelha: o que isso quer fuçando minha vida? Nem famosa eu sou. Hummhumm. Sem a menor pista resolvi observar seu comportamento e, eis que um dia comentou sobre as visitas.
- "Tava olhando o teu orkut. Tu é de onda, né?"
- "Onda? Como assim?" (queixo no chão)
- "Éééé, vive em festas e tal"
- "Claro! Não tenho um pinto pra dar água nem namorado pra dar satisfação. Não posso ficar sentada no trono de um apartamento com a boca escancarada de dentes esperando a morte chegar"
- "É, ta certo"
Gente, que é isso? Fiquei verde amarelo anil cor de rosa e carvão!
Mas, claro, não quis acreditar.
E o tempo passou...
No dia 08 passado, feriado, cara de domingo, tédio no ar, resolvo twittar e entrar no msn pra papear. Logo na entrada me apareceu uma janela estranha com um nome mais ainda pedindo pra ser adicionado, corri a vista pela janela e...lá estava ele, o enderço de email do dito gigante.
Rapá, aceitei na hora.
Ele, on line, iniciou uma conversa "despretensiosa". Aquele tradicional "Oi, tudo bem?".
Responder foi o estopim.
Claro, jamais ousaria colocar a conversa aqui. O que posso dizer é que, até agora, não tô acreditando e, pior que isso, um espírito covarde insiste em me persegui desde este dia.
Eu deveria acreditar mais em mim, meu povo, porque essa foi "enédita". É o tipo de situação a qual só cabe uma frase: JAMAIS PENSEI!

Claudiana Soares